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Back Escassez de trabalhadores acelera corrida às fábricas automatizadas

Escassez de trabalhadores acelera corrida às fábricas automatizadas

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Atualidade
19 Mai 2026

Fábricas automatizadas ganham força com a escassez de trabalhadores e a pressão por produtividade na indústria.
A redução da população em idade ativa na Europa e na China está a aumentar a pressão sobre a indústria transformadora e a acelerar a adoção de modelos de produção mais automatizados, segundo um relatório da Roland Berger.
A escassez de mão-de-obra está a tornar-se um dos principais motores da automação industrial. Segundo o relatório The lights-out factory - How to address the challenge of labor scarcity, da consultora Roland Berger, a população em idade ativa deverá cair 18% na Europa até 2050 e 24% na China, criando uma pressão estrutural sobre a indústria transformadora.

Neste contexto, a automação deixa de ser apenas uma opção tecnológica para reduzir custos ou aumentar eficiência. Passa a ser uma resposta estratégica à falta de trabalhadores, à necessidade de ganhos de produtividade e à pressão competitiva global.

O relatório indica que o mercado de automação industrial tem crescido a um ritmo médio de 6% ao ano desde 2015, com previsão de aceleração para 7% nos próximos anos. Ao mesmo tempo, a viabilidade económica destas soluções tem vindo a melhorar, com o custo dos robôs industriais a cair mais de 50% desde 1990.

A Roland Berger identifica as chamadas lights-out factories, unidades de produção altamente automatizadas capazes de operar sem intervenção humana, como uma resposta possível à escassez estrutural de mão-de-obra. No entanto, o estudo sublinha que a transição não será imediata nem homogénea em todos os setores industriais.



“Embora a tecnologia esteja a avançar rapidamente, a produção totalmente autónoma ainda enfrenta desafios que não serão resolvidos a curto prazo, especialmente em funções de suporte e processos de montagem complexos”, afirma Pol Busquets, sócio responsável pelo setor Industrial da Roland Berger para os mercados da Península Ibérica.

O responsável defende que a transição para fábricas sem intervenção humana exigirá um progresso gradual, através da automatização de processos específicos que sejam dispendiosos ou intensivos em mão-de-obra.

Um dos principais obstáculos identificados pelo relatório é a montagem. A elevada variabilidade dos produtos e a necessidade de manipular componentes flexíveis, como cabos ou tubos, continuam a limitar a aplicação de soluções robóticas tradicionais e mesmo de sistemas baseados em inteligência artificial.

Também as funções de suporte e back-office permanecem dependentes de intervenção humana. A fragmentação de sistemas e a baixa qualidade dos dados dificultam a criação de fluxos digitais contínuos, obrigando ainda a reconciliações manuais e reduzindo o impacto da automação.



Apesar destes limites, a tecnologia continua a avançar. Visão computacional, robótica autónoma e inteligência artificial estão a alargar o número de processos automatizáveis. Ainda assim, o relatório sublinha que a tecnologia, por si só, não resolve o desafio: a automação eficaz depende de processos estáveis, dados integrados e operações bem controladas.

A Roland Berger aponta três prioridades para acelerar a transformação: estabilizar processos, fechar lacunas de sistemas e dados e desenhar produtos e operações já a pensar na automação. Esta abordagem permite às empresas avançar de forma progressiva, começando pelos casos de uso com maior retorno económico.

O estudo conclui que a fábrica totalmente autónoma não surgirá de forma abrupta. A indústria deverá seguir primeiro um percurso de “dim the lights”, automatizando etapas específicas, antes de alcançar modelos “lights out” mais amplos.

Num contexto de envelhecimento da população ativa, escassez de talento industrial e pressão sobre custos, as empresas que iniciarem esta transição mais cedo poderão ficar melhor posicionadas para capturar ganhos de produtividade e assegurar a sustentabilidade das suas operações a longo prazo.

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