Formação em IA não acompanha ritmo de adoção nas empresas
Empreendedor.com
Atualidade
8 Mai 2026
Formação em IA nas empresas não acompanha o ritmo de adoção da tecnologia, revela o Guia Hays 2026.
A utilização de inteligência artificial generativa no trabalho quase duplicou nos últimos dois anos, mas a formação das equipas continua a avançar a um ritmo mais lento, segundo dados do Guia Hays 2026.
De acordo com o estudo, 62% dos profissionais já utilizam IA no contexto profissional, face a 34% em 2024. Também as empresas estão a acelerar a adoção: 52% das organizações promovem atualmente o uso desta tecnologia, quando há dois anos esse valor era de 27%.
Apesar deste crescimento, o relatório aponta para um desfasamento entre a utilização da tecnologia e a capacitação dos trabalhadores. Embora 90% dos profissionais manifeste vontade de desenvolver competências em IA e 84% das empresas reconheça essa necessidade, apenas 27% dos trabalhadores afirma ter recebido formação específica.
Na opinião de Sandrine Veríssimo, Regional Director na Hays Portugal, a inteligência artificial deixou de estar numa fase experimental. “A questão agora não é se deve ser usada, mas como garantir que está a ser bem utilizada”, afirma.
O estudo indica que os principais benefícios da IA generativa são sentidos na produtividade e eficiência, referidas por 67% das empresas e 64% dos profissionais. A geração de ideias, o apoio à criatividade e a análise de dados surgem também entre as áreas onde a tecnologia está a criar maior valor.
Ainda assim, a Hays assinala uma ligeira quebra na perceção da qualidade do trabalho, sugerindo que a adoção rápida da IA nem sempre é acompanhada por uma utilização madura e eficaz.
A consultora destaca ainda que a IA e a automação já são a segunda competência técnica mais procurada pelas empresas, estando presentes em 29% das ofertas de emprego. Num mercado em que 87% das empresas pretende recrutar em 2026, a tecnologia surge também como resposta à escassez de talento qualificado, mas exige uma estratégia mais consistente de requalificação das equipas.
A função da liderança é produzir mais líderes, não mais seguidores