Empreendedor.comGeração Z redefine o mercado de trabalho. Empresas apostam em novas estratégias para atrair e reter talento jovem.
A Geração Z, composta por indivíduos nascidos entre 1996 e 2012, está a transformar o mercado de trabalho de maneira significativa. Este grupo de novos profissionais está a ganhar peso no mercado de trabalho global e, até 2030, representará um terço da força laboral, no entanto, a sua integração no mercado de trabalho tem sido marcada por desafios que exigem uma adaptação das empresas.
De acordo com o relatório ManpowerGroup Global Insights - A Geração Z e o Futuro do Trabalho, os jovens trabalhadores revelam menor compromisso com as organizações, enfrentam maiores dificuldades financeiras e registam níveis de stress superiores aos das gerações anteriores.
A instabilidade económica e as mudanças estruturais no mundo do trabalho levam a uma crescente preocupação com a empregabilidade. A necessidade de encontrar funções que ofereçam propósito e segurança contra a automação faz com que muitos jovens estejam abertos a projetos paralelos e ao desenvolvimento de novas competências. Ao mesmo tempo, a perceção dos empregadores de que os recém-licenciados não estão suficientemente preparados para o mercado de trabalho reforça a necessidade de programas de integração e qualificação contínua.

Para reter talento jovem, as empresas precisam de investir em estratégias que promovam o crescimento profissional e o bem-estar dos colaboradores. Modelos de trabalho flexíveis, apoio à saúde mental e uma comunicação mais empática são fundamentais para reduzir a insatisfação e fortalecer o compromisso organizacional. Além disso, proporcionar oportunidades de desenvolvimento e clarificar a progressão de carreira são fatores determinantes para motivar esta geração.
Num contexto de escassez de talento qualificado, a capacidade das organizações para se adaptarem às novas expectativas do mercado será decisiva para garantir uma força de trabalho preparada para os desafios do futuro.
Segundo o estudo Global Talent Barometer 2024, também do ManpowerGroup, essa geração representará cerca de um terço da força de trabalho global até 2030. No entanto, enfrenta desafios como a instabilidade económica, a digitalização acelerada e um modelo de trabalho em constante evolução.
Neste artigo, exploramos as principais tendências, desafios e estratégias para lidar com as expectativas e necessidades dos profissionais da Geração Z.

De acordo com o estudo do ManpowerGroup, os profissionais da Geração Z são os mais propensos (47%) a deixar voluntariamente seus empregos nos próximos seis meses. No entanto, também apresentam baixos níveis de confiança na capacidade de encontrar uma nova oportunidade de emprego que atenda às suas necessidades.
Estudos da Glassdoor e da Gallup indicam que a Geração Z tem menor comprometimento com o trabalho em comparação com outras gerações. Desde 2020, o nível de engajamento caiu de 40% para 35%. Os principais motivos incluem a falta de conexão com a cultura organizacional, poucas oportunidades de crescimento e dificuldade em identificar um futuro dentro das empresas.
Um estudo da Deloitte de 2024 revelou que 59% dos profissionais da Geração Z estão preocupados com o impacto da IA generativa em seus empregos e buscam oportunidades menos vulneráveis à automação. Contudo, 86% afirmam que um trabalho com propósito é essencial para sua satisfação e bem-estar.

Um levantamento da Yahoo! Finance apontou que a Geração Z precisa de um salário médio superior a $170.000 para se sentirem financeiramente seguras, um valor recorde entre todas as gerações. Além disso, 56% relatam viver de mês a mês, refletindo uma crescente pressão financeira.
A pesquisa do ManpowerGroup indicou que 52% dos Gen Zers enfrentam estresse diário no trabalho. A ansiedade e a depressão são questões críticas para essa geração, tornando essencial que as empresas ofereçam suporte adequado, como programas de assistência psicológica e ambientes de trabalho saudáveis.
Muitos líderes empresariais acreditam que os recém-formados não estão preparados para o mundo do trabalho. Um estudo da Intelligent.com revelou que 40% dos empregadores consideram os Gen Zers menos preparados do que os profissionais de gerações anteriores. As principais críticas incluem dificuldades de comunicação, falta de maturidade e baixa ética de trabalho.

Até 2030, espera-se que os Gen Zers estejam mais habituados ao trabalho remoto e a funções mediadas por IA e automação. A McKinsey já observa uma tendência de ascensão rápida dessa geração a cargos de liderança, uma vez que os Gen Zers têm o dobro da probabilidade de desejarem ser CEOs comparados às gerações anteriores.
A estabilidade financeira será um fator crucial para essa geração. Mais de 80% dos Gen Zers já avaliam como financiarão sua aposentadoria, tornando os pacotes de benefícios corporativos ainda mais relevantes.

Para garantir uma força de trabalho engajada e produtiva, os empregadores precisam adaptar suas estratégias. Algumas ações recomendadas incluem:
A Geração Z está a redefinir o mundo do trabalho, trazendo desafios e oportunidades únicas para as empresas. Para atrair e reter esses talentos, é essencial adotar estratégias de engajamento que priorizem o desenvolvimento profissional, a flexibilidade e o bem-estar. O futuro do trabalho será moldado pela capacidade das organizações de se adaptarem às expectativas dessa nova geração.