Imobiliário cresce 37% com retalho e hotelaria em destaque
Empreendedor.com
Economy
May 17, 2026
Investimento imobiliário em Portugal cresceu 37% no primeiro trimestre, com retalho e hotelaria a liderarem o mercado.
O investimento no mercado imobiliário português atingiu 892 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, impulsionado sobretudo pelos setores do retalho e da hotelaria, segundo o Dils Recap.
O mercado imobiliário português arrancou 2026 com 892 milhões de euros de investimento no primeiro trimestre, um crescimento de 37% face ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Dils Recap, análise trimestral de Business Intelligence da Dils, o investimento estrangeiro representou 56% do montante total transacionado, enquanto os investidores portugueses responderam por 44%.
Os setores de retalho e hotelaria foram os mais atrativos no início do ano, concentrando, em conjunto, 76% do volume investido. Cada um destes segmentos representou 38% do total, num trimestre em que as estratégias core e core plus concentraram mais de 80% do investimento, evidenciando a preferência dos investidores por ativos estáveis e de maior qualidade.
Para Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal, os resultados do primeiro trimestre confirmam “a resiliência e a atratividade do mercado imobiliário português, mesmo num contexto de maior incerteza global”. O responsável sublinha que o mercado está “cada vez mais seletivo”, com a qualidade dos ativos, a localização e os fundamentos de ocupação a assumirem um peso determinante nas decisões de investimento.
Na hotelaria, o arranque do ano foi sustentado pela procura turística e pelo reforço da oferta. Nos últimos 12 meses, Portugal registou cerca de 82 milhões de dormidas, mais 2% em termos homólogos, com destaque para os mercados do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. No primeiro trimestre, foram inaugurados 89 novos hotéis, que acrescentaram cerca de 758 quartos ao stock nacional, estando prevista a entrada de mais 4.500 quartos até ao final do ano.
O retalho registou 340 milhões de euros de investimento no primeiro trimestre, com os centros comerciais a concentrarem 67% do total do setor. De acordo com a Dils, os centros comerciais registaram em 2025 um crescimento de 10% no volume de vendas face ao ano anterior, mantendo o interesse dos investidores em ativos dominantes.
Noutros segmentos, o desempenho foi mais desigual. O mercado de escritórios iniciou 2026 com 40,5 milhões de euros de investimento, uma quebra de 54% face ao período homólogo, num contexto de maior seletividade e concentração em ativos prime. Já o setor industrial e logístico ultrapassou os 150 milhões de euros de investimento no primeiro trimestre, impulsionado pela crescente atratividade dos data centers.
O mercado residencial continua pressionado pela escassez de oferta. Segundo o Dils Recap, em Portugal vendem-se seis casas por cada habitação concluída, mantendo a pressão sobre os preços e reforçando o desequilíbrio estrutural entre procura e oferta.
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