Interior continua a oferecer casas a metade do preço de Lisboa
Empreendedor.com
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May 14, 2026
Interior do país continua a oferecer habitação a preços muito inferiores aos de Lisboa, segundo análise da RE/MAX baseada em dados do INE.
Os concelhos do interior do país continuam a apresentar os preços de habitação mais acessíveis de Portugal, com valores por metro quadrado inferiores a metade dos registados em Lisboa, segundo dados analisados pela RE/MAX com base em números do INE.
O mercado imobiliário português continua marcado por fortes assimetrias regionais, com os concelhos do interior a manterem preços de habitação significativamente mais baixos do que os registados nas principais áreas metropolitanas do país.
Segundo uma análise da RE/MAX Portugal baseada em dados do Instituto Nacional de Estatística relativos a março de 2026, Castelo Branco, Guarda, Bragança e Portalegre continuam entre os concelhos mais acessíveis para compra de habitação, todos com preços medianos inferiores a 1.200 euros por metro quadrado.
Em contraste, Lisboa mantém-se como o mercado mais pressionado do país, com um preço mediano de 4.621 euros por metro quadrado. Oeiras surge em segundo lugar, com 3.915 euros/m², seguida de Cascais, com 4.000 euros/m².
Segundo os dados analisados, os cinco concelhos mais acessíveis — Castelo Branco, Guarda, Bragança, Portalegre e Beja — apresentam valores inferiores a 66% da média nacional, atualmente fixada nos 2.151 euros/m².
O estudo mostra também que algumas zonas periféricas das áreas metropolitanas continuam a funcionar como alternativa para famílias que procuram preços mais moderados. Na Área Metropolitana do Porto destacam-se Gondomar, Maia e Vila Nova de Gaia, enquanto na região de Lisboa surgem concelhos da margem sul do Tejo como Montijo, Moita e Alcochete.
Para a RE/MAX Portugal, esta tendência reflete uma crescente descentralização da procura habitacional, impulsionada por fatores como flexibilidade laboral, procura de melhor qualidade de vida e necessidade de encontrar soluções habitacionais financeiramente mais sustentáveis.
Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, considera que a escolha de territórios mais acessíveis deixou de ser apenas uma questão financeira. “Para muitas famílias, representa hoje uma escolha estratégica entre custo, espaço e qualidade de vida”, afirma.
Os dados surgem num contexto de crescente pressão sobre o acesso à habitação nos grandes centros urbanos, onde os preços continuam muito acima da média nacional e da capacidade financeira de grande parte das famílias.
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