Minsait identifica IA, redes híbridas 5G-satélite e resiliência como tendências das redes inteligentes em 2026.
A Minsait identifica a automatização, a inteligência artificial, as redes híbridas 5G-satélite e a resiliência como tendências centrais das telecomunicações em 2026.
As telecomunicações estão a entrar numa nova fase, marcada pela automatização das redes, pela integração entre infraestruturas terrestres e satélite e pela adoção crescente de inteligência artificial. A leitura é do
Observatório Tecnológico da unidade de Telco da Minsait, empresa do Grupo Indra, que identifica estas áreas como algumas das principais tendências do setor em 2026.
Segundo a análise, as redes autónomas começam a ganhar relevância entre operadores, com sistemas capazes de otimizar recursos, reduzir falhas e apoiar a disponibilização de novos serviços com menor intervenção humana. A Telco Cloud e o Edge Computing surgem também como bases tecnológicas para redes mais flexíveis, escaláveis e com menor latência.
Outro eixo de transformação está nas redes híbridas 5G-satélite, que combinam infraestrutura terrestre com constelações de satélites de baixa órbita. Esta integração pode reforçar a cobertura em zonas remotas e aumentar a resiliência das comunicações em situações de emergência ou falha de rede, preparando o caminho para futuras arquiteturas associadas ao 6G.
A inteligência artificial assume, neste contexto, um papel transversal, desde a gestão das redes e previsão de falhas até à melhoria da experiência dos clientes. Para Nelson Pereira, responsável de Telco e Media da Minsait em Portugal, “a combinação de inteligência artificial, redes híbridas e modelos de operação mais resilientes abre uma nova era para o setor”.
A resiliência das redes surge como uma prioridade crescente, num contexto marcado por fenómenos climáticos extremos, ciberataques mais sofisticados e dependência crescente de infraestruturas digitais. A Minsait defende, por isso, arquiteturas redundantes, integração entre centros de operações e testes regulares de falha, incluindo simulações com gémeos digitais.
De acordo com o Observatório, o setor das telecomunicações entra agora numa fase menos centrada no “hype” tecnológico e mais orientada para a execução concreta de soluções maduras, com impacto na eficiência, na continuidade dos serviços e na capacidade de resposta das infraestruturas críticas.