Setor energético: sustentabilidade e inovação constante

Imagem de Andy M. por Pixabay

Com base nas exigências sociais, juntamente com as grandes mudanças impulsionadas pela transformação digital, na Indústria 4.0, bem como o auge das soluções baseadas em Inteligência artificial e a sua aplicação em Cidades Inteligentes e os grandes avanços da Internet das coisas, o mercado da energia tem vivido num processo de inovação constante.

Assim, a indústria da energia elétrica, não só deve continuar a ser uma referência em inovação, como também é preciso abordar a forma de comunicar e não dar valor apenas à sua contribuição para a sociedade, mas também o seu modelo de gestão, e trabalhar de forma abrangente e transparente para os eventuais impactos no seu modelo de gestão e, portanto, na reputação que causa juntos dos seus stakeholders.

Em resultado disso, as tendências e mensagens chave na comunicação em 2021 para o setor da energia serão as seguintes:

Foto de Master Wen no Unsplash

#1- Caminhar em direção à sustentabilidade

Tal como abordado na cimeira do clima realizada em Madrid em dezembro de 2019, reconhece-se a importância da ação climática levada a cabo pelos governos, sendo desafiados a implementar estratégias para limitar seus efeitos, pelo que, é necessário contar também com as gerações mais jovens.

Nesse sentido, as empresas do setor estão a realizar avanços significativos, e tomando decisões que envolvem uma transformação do mix de produção mais sustentável, como o fecho de centrais termelétricas, o grande compromisso com as energias renováveis ​​(fotovoltaica, eólica, etc.), ou ainda a produção de ativos com técnicas de menor impacto ambiental, bem como pela transformação e digitalização de todo o processo operacional, incluindo a forma de se relacionarem com cliente final, para optimizar o abastecimento e consumo de energia, e a procura constante de novas soluções que permitem que outros setores avancem no campo da sustentabilidade, como mostram as alianças com a indústria automóvel que promovem o desenvolvimento e implantação de veículos elétricos.

Nos próximos anos, será fundamental continuar a comunicação de todos os factos relevantes que possam ajudar os cidadãos a compreender o papel das empresas na transformação do seu modelo de produção, a favor de outras mais sustentáveis ​​que vão ao encontro das exigências dos cidadãos em todo o mundo.

#2 – Sustentabilidade económica: demonstrar excelência na produção e eficiência operacional

Juntamente com a transformação para modelos de produção mais sustentáveis, é preciso regular e tornar eficiente o modelo de produção, com tecnologia e recursos necessários.

Nesse sentido, em conjunto com os processos de inovação realizados pelas empresas para tornar mais eficiente e transparente o processo para o cliente final (como por exemplo os Smart Grids ou, mais vulgarmente conhecidos, os contadores inteligentes de luz), também é necessário destacar a importância dos outros modelos de produção, como cooperativas, e soluções que permitam que a procura de energia seja gerida de acordo com a necessidade de cada consumidor.

Foto de Science em HD no Unsplash

Na verdade, esta posição não é exclusiva do nosso país, já que outros países europeus estão a adquirir uma postura e agenda comum relativamente ao comércio, tecnologia e energia, no que se denomina “green deal”. Esta posição, além disso, poderia ocasionar, nas palavras de várias empresas do setor de energia, a maiores investimentos nas próximas décadas, ajudando o setor a cumprir os objetivos de transição energética propostos.

#3 – Mudanças tecnológicas: transformação digital

O setor de energia está há vários anos em grandes processos de transformação que revolucionaram a produção, armazenamento e distribuição de energia.

As tecnologias digitais permitem entender melhor as necessidades de cada cliente, e permitem optimizar os processos de produção, aumentando a visibilidade, automatização e acompanhar as operações, para reduzir custos e aumentar a eficiência. Este conhecimento também permitirá adaptar a experiência de cada utilizador final do serviço, permitindo adequar a oferta comercial de produtos aos seus interesses.

A nível corporativo, permite segmentar e personalizar as mensagens que irá receber da empresa, bem como uma melhor adaptação aos novos produtos e serviços que surgirão no futuro com o seu estilo de vida e consumo de energia.

Imagem de analogicus por Pixabay

#4 – Aumento da pressão regulatória

Num contexto de setores produtivos estratégicos e fortemente ligados à produção de base de um país, como é o caso do sector da energia, a regulamentação procura sempre responder às necessidades dos consumidores no âmbito do quadro de actuação das empresas, que são também cientes de que qualquer movimento do cidadão tem um reflexo muito importante na sua reputação. Exemplos recentes são a regra que estabeleceu os critérios para o encerramento de termoelétricas ou a mais recente que acrescenta segurança à remuneração das energias renováveis ​​e tenta lançar as bases para promover uma transição energética justa.

Apesar dos esforços para implementar uma comunicação verdadeira e objetiva, em determinados momentos surgem notícias ou opiniões que fazem com que determinadas empresas ou gestores sejam o centro das atenções e em que uma resposta adequada na gestão de ativos intangíveis é imprescindível para alcançar uma opinião pública positiva.

A reputação é, portanto, um dos ativos mais importantes que as empresas possuem. De acordo com o recente estudo III Estudo Marcas com Valores, “as empresas, enquanto criadoras e distribuidoras de progresso, têm o dever moral de tomar partido perante os desafios sociais e ambientais”. Estes desafios, partem de uma atitude para com os cidadãos, mais consciente do seu papel de consumidor e da necessidade de proteger e atuar para proteger o planeta e as próprias sociedades em que vivem.

Tudo isto está em linha com o quadro de ação estabelecido pela ONU, na Agenda 2030, bem como a articulação nos diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que promovem um quadro de ação global, em colaboração com os restantes elementos da sociedade.

Portanto, é fundamental que as empresas analisem e entendam em que medida as diferentes informações impactam não só no seu potencial consumidor, mas também em todos os stakeholders com os quais interagem, e como isso impacta na gestão dos seus ativos intangíveis e na sua reputação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui

two × one =