Startup Lisboa abre candidaturas ao ‘Prémio João Vasconcelos’

Diretor da Startup Lisboa explica o Prémio Empreendedor do Ano
Foto: Empreendedor

O ‘Prémio Empreendedor do Ano – João Vasconcelos’ vai atribuir 10 mil euros ao fundador ou a equipa da startup de Lisboa que mais se distinga em cada ano. As candidaturas começam a 1 de junho e prolongam-se até 31 de agosto.

Em entrevista ao Empreendedor, Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa, sublinha o prémio como uma homenagem à memória de João Vasconcelos, falecido em março deste ano. “Como é sabido o João foi o primeiro diretor executivo da Startup Lisboa, e portanto estamos a cumprir não só uma homenagem, mas também perpetuando a sua memória como alavanca de inspiração e motivação para os empreendedores”.

“Com este prémio pretendemos reconhecer e incentivar a ambição e resiliência dos fundadores das nossas startups. Estas eram características que todos reconhecíamos no João e, por isso, acreditamos que esta é também a melhor forma de o homenagear”, reforça Miguel Fontes.

O prémio anual tinha sido anunciado no final de março, agora, depois de definido o regulamento, foram abertas as candidaturas de empreendedores com projetos incubados ou estabelecidos em Lisboa. “Pretendemos distinguir anualmente um empreendedor – ou toda a equipa da mesma startup – que estando incubada na Startup Lisboa ou na cidade de Lisboa, se destaquem nesse ano”, explica Miguel Fontes.

Para concorrer, os empreendedores terão de ter os seus projetos com sede na área do município de Lisboa, ou incubados pela Startup Lisboa, antes de 30 de maio, e as candidaturas terão de ser apresentadas online em startuplisboa.com, entre 1 de junho e 31 de agosto.

O concurso tem como objetivo premiar a capacidade de liderança dos empreendedores e o desempenho e evolução do projeto ao longo do ano. “Serão valorizados, desde logo, pela capacidade da visão e da estratégia que anunciam, pela sua capacidade de resiliência pela capacidade de liderança e gestão de equipas, pela forma como são capazes de apresentar métricas do projeto, no último ano, e como o estão a fazer crescer e escalar”, sublinha Miguel Fontes.

“Estamos no fundo a distinguir aquele, ou aquela, que melhor cumpra com estes critérios, com a particularidade – que eu considero feliz – de irmos envolver os empreendedores da primeira geração da Startup Lisboa (aqueles de quem o João esteve mais próximo) como membros do júri, e que irão avaliar os empreendedores que estão agora a iniciar o seu trabalho” destaca.

Embora não haja um perfil definido para o tipo de candidaturas Miguel Fontes adianta que muito provavelmente o vencedor virá da área tecnológica. “Digamos que normalmente “startup” rima com “tecnologia”, porque é a tecnologia que lhe dá a capacidade de inovação e a escalabilidade. Não é mandatório, mas diria que é provável.”

Em setembro o júri reunirá e anunciará o vencedor do ‘Prémio Empreendedor do Ano – João Vasconcelos’. O prémio tem um valor de 10 mil euros e é financeiramente suportado pelos fundadores da Startup Lisboa: a Câmara Municipal de Lisboa, o Banco Montepio e o IAPMEI.

o ecossistema empreendedor de Lisboa “está a crescer e amadurecer a um ritmo impressionante”

O ecossistema empreendedor de Lisboa “está a viver um momento muito interessante”, frisa Miguel Fontes, “já passámos a fase do arranque, em que tudo requeria mais esforço, hoje temos reconhecimento internacional, com novos projetos e jovens que vêm à procura de uma oportunidade para empreender, mas também empreendedores que são atraídos pelo cosmopolitismo do ecossistema de Lisboa e que aqui estabelecem as suas empresas já com um estágio avançado de desenvolvimento, sublinha. “Isso é muito positivo porque essas duas categorias de empresas alimentam-se umas às outras. Ao termos um ecossistema mais internacional e mais sofisticado, temos também novos founders, e aqueles que lhe acrescentam valor, ou gerem espaços de coworking ou incubadoras, e investidores”.

Para o diretor executivo da Startup Lisboa, o ecossistema empreendedor da cidade de Lisboa “está a crescer e amadurecer a um ritmo impressionante, se pensarmos que há pouco mais de meia dúzia de anos não havia nada do que hoje é a realidade que temos”.

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