Venda Direta: “Crescimento sustentado por boas práticas e transparência”

Sandra Silva, Vice-Presidente do IPVD
Sandra Silva, Vice-Presidente do IPVD

Continuar a acentuação na profissionalização do setor da Venda Direta é uma questão ainda mais premente nos dias de hoje, em que o consumidor é cada vez mais exigente e informado.

As boas práticas deste canal de distribuição não são uma novidade para o Instituto Português de Venda Direta (IPVD). Todas as empresas portuguesas, membros do Instituto e que têm esta forma de negócio sustentam o mesmo na transparência, na confiança e na orientação para o consumidor.

Nestes 20 anos de existência, o objetivo central do IPVD sempre foi o de unir as empresas de venda direta que operam em Portugal, promovendo elevadas normas na prática comercial, protegendo sempre o consumidor.

Clarificar os compromissos comerciais entre os empresários e os consumidores faz parte do dia-a-dia do instituto, numa ocasião em que o mercado se tem de mostrar resiliente e a inovação e modernidade têm de estar intrinsecamente ligadas.

“inovação e modernidade devem de estar intrinsecamente ligadas”

A adaptação ao mundo digital já era uma realidade antes da pandemia e veio ajudar ainda mais a fomentar este negócio. A formação dos empresários, o plano de vendas, a sua relação com os clientes, veio fortalecer-se ainda mais.

É curioso ver que apesar da recessão económica que se vive a nível global, devido à ausência de consumo, os números do negócio da venda direta cresceram significativamente, quer em Portugal como na maioria dos países da Europa, neste último ano.

Foto de Jess @ Harper Sunday no Unsplash

Segundo os dados mais recentes da Federação Europeia de Associações de Venda Direta e da Federação Mundial de Associações de Venda Direta, Portugal registou um crescimento em vendas muito significativo, um aumento de 13,9% face ao ano anterior. Este crescimento equivale a 238.000 milhões de euros na faturação global para as empresas de venda direta portuguesas e, sem dúvida, que são movimentos que se refletem na economia local.

Este mesmo crescimento também se verificou em relação aos novos agentes de venda direta, que assinalaram um crescimento de 12%. O nosso mercado registou 230.900 empresários ativos em nome individual em 2020, comparativamente aos 205.900 inscritos no ano de 2019.  

A importância da criação do próprio emprego é uma tendência que tem crescido em Portugal, principalmente junto das faixas etárias mais jovens e estes números reforçam exatamente este parecer.

A possibilidade de conciliar a vida familiar e social com as atividades de lazer e a carreira profissional, é uma opção que tem atraído muitos jovens adultos, mas também pessoas numa fase mais madura a nível profissional, situação que foi potenciada com a necessidade do teletrabalho e alterações do panorama laboral universal.

A transformação digital sentida no comércio foi evidente a nível geral, e foi também foi uma mais-valia para o crescimento da venda direta, ao contrário do que se poderia pensar. A tecnologia, numa altura crítica como a vivida no auge pandémico, potenciou sem dúvida o fortalecimento de relações entre os agentes de venda direta e consumidores, estando ao serviço dos fatores de diferenciação deste canal que assenta nas relações, na proximidade e na demonstração de produtos e serviços.

“o negócio da venda direta tem-se vindo a consolidar cada vez mais”

A recuperação económica está à vista e o negócio da venda direta tem-se vindo a consolidar cada vez mais, sempre com transparência, confiança e apoio ao cliente. É um mercado em constante evolução e atento às tendências, que se preocupa com a diferenciação do seu contacto e produtos e, em modernizar-se cada vez mais. Os novos Códigos de Conduta europeus, em benefício dos consumidores e em linha com as regras europeias e mundiais do negócio da venda direta, também serão adotados em Portugal.

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