Empreendedorismo em imobiliário: O caminho para a reforma aos 30 anos!

Artur Mariano fala do seu percurso empreendedor

Artur Mariano, é engenheiro informático de formação e tem um doutoramento em matemática aplicada, neste artigo conta como preferiu o empreendedorismo como opção de carreira.

 

Quando me perguntam qual é o meu segredo, ou o que eu fiz para ser financeiramente independente aos 30 anos, eu penso em várias coisas. Mas no fundo, vai tudo de encontro a ser proactivo, trabalhador (sem pensar na hora ou dia da semana), acreditando que realmente se consegue mudar o mundo (e querer fazê-lo).

Quando co-fundei a ArrowPlus, já tinha um portfólio imobiliário que me permitia não trabalhar mais, pois poderia viver dos rendimentos desse portfólio. Este conceito é conhecido como independência financeira. Significa que não precisa de trabalhar mais por dinheiro: os seus rendimentos passivos cobrem os seus custos de vida.

Mas se pensar no que eu disse… Ser proactivo, ter um desejo intenso de conquistar o mundo, trabalhar de forma obstinada para os seus objectivos… Na realidade estou a falar de empreendedorismo. Vê como esses conceitos se cruzam de forma quase automática?

Ser empreendedor é algo distinto. É uma vida difícil, muitas vezes sem balanço, sem estabilidade, concordo. Porém é uma vida de criação de valor constante, e uma vida de recompensa.

Quero aqui contar-lhe a minha história, porque acredito que o vai inspirar…

Quem sou

O meu nome é Artur Mariano, tenho 28 anos, sou engenheiro de formação mas apaixonado por empreender, criar sistemas novos, melhores produtos e valor. Na realidade é impossível “dizer o que faço” numa palavra. Não sou “engenheiro informático”. Não sou “investigador científico”. Não sou empreendedor. Na realidade sou tudo isso.

O meu percurso é um pouco singular, e hoje uso vários chapéus na minha vida, divididos entre a ciência e o imobiliário. Sou engenheiro informático de formação base e doutorado em matemática aplicada (criptografia pós-quântica).

Sou investigador científico numa área específica da Informática, sou sócio de capital de empresas do sector imobiliário (em particular da ArrowPlus) e quando me é permitido presto consultoria no ramo imobiliário (escrevendo também para algumas consultoras).

Recentemente tornei-me escritor pois a Darkpurple lançou finalmente o meu primeiro livro: “Investir em Imobiliário: do 0 ao Milhão“, um livro onde explico tudo sobre investimento imobiliário.

Considero-me, no entanto, um empreendedor porque criar valor é das coisas que mais gosto de fazer, mesmo nunca me tendo conseguido desligar da minha outra paixão, a ciência. Sou o tipo que é capaz de ter a casa cheia de produtos da empresa, quando já não há espaço para stock, e até chego a enviar encomendas. Sempre trabalhei pelo prazer do trabalho e pela paixão de criar valor, desprendido de lugares e coisas.

Imobiliário

Eu comecei a investir porque queria ser livre financeiramente. Hoje alavanco todo o meu valor nessa mesma segurança, a de não ter que trabalhar por dinheiro; E fiz isso com o imobiliário – especializei-me em identificar imóveis muito abaixo do valor de mercado e a arrendá-los a um preço de mercado justo. A certa altura, um sócio desafiou-me a co-fundar a ArrowPlus, que nasceu devido ao nosso sucesso.

Hoje a ArrowPlus é muito mais que uma consultora para investimento imobiliário, e os elementos da empresa fazem muito mais que identificar imóveis para clientes. A empresa quer criar vários produtos ligados ao imobiliário para ajudar empreendedores imobiliários a todos os níveis. Começar a investir em imóveis em Portugal é muitas vezes complicado e os investidores sentem-se perdidos (além de ser fácil cometer vários erros). E optimizar portfólios de grandes dimensões é também uma tarefa pouco complicada especialmente quando não se está correctamente assessorado. Estes foram os motivos para ter escrito o meu livro “Investir em imobiliário: do 0 ao milhão“, depois de muitos pedidos por parte de clientes, amigos e conhecidos.

Investimento ou empreendedorismo?

Na realidade, estes dois temas estão muito conectados. Muito mais conectados do que possa eventualmente parecer à primeira vista.

Na minha opinião qualquer investidor tem que ter uma parte de empreendedor. E foi sempre isso que fez de mim um bom investidor. Porém qualquer empreendedor tem que ter uma parte de investidor. É necessário saber alocar capital, nos momentos e canais certos, para poder crescer um negócio (ou muitas vezes salvá-lo).

Eu sou tanto investidor como empreendedor. Hoje em dia olho para a minha figura na ArrowPlus como o estratega por trás da empresa. E isso só me é permitido pela minha experiência no terreno, por passar horas e horas a avaliar testes, relatórios, imóveis, mercados etc. Mas a ArrowPlus está a passar de uma empresa de investidores para uma empresa de empreendedores. Hoje a ArrowPlus está a viver a vida de empreendedorismo: criamos produtos fantásticos a preços perfeitamente suportáveis, fazemos chegar esses produtos ao mercado e queremos que os nossos clientes tenham uma experiência fantástica.

O meu conselho

Se quiser ser um empreendedor de sucesso, tenho algumas dicas para si:

  • Trabalhe como se os dias da semana fossem todos segunda-feira. Não lhe vou mentir: a vida de empreendedor é extremamente exigente, não tem balanço, e para ser bem sucedido é necessário trabalhar como um louco. Mas não se preocupe, se executar correctamente, será recompensado de acordo com isso.
  • Despir-se de preconceitos. Ser empreendedor pode obrigá-lo a fazer coisas com as quais não está completamente habituado. Estava eu a tirar o meu doutoramento, ao mesmo tempo em que dava aulas na universidade, e aos sábados expedia produtos, junto com o meu sócio. Lembro-me de um dia onde empacotámos produtos durante a tarde toda!
  • Ter produtos fantásticos a preços inacreditáveis. Pode ter o melhor marketing do mundo. Os melhores comerciais. A melhor localização e instalações. Mas sabe o que realmente vende? Um produto de excelência. Isso sim é aquilo que os clientes realmente querem. E o preço… pense em escala. Se tiver um excelente produto, ele vai vender muito. Então não são precisas margens enormes, certo?
  • Ter um modelo de negócio que responde aos pedidos dos clientes. Novamente, o cliente é rei. Não pense em falhas de mercado. Pense em vontade de clientes. Para mim, as empresas que têm como objectivo deixar um cliente a pensar “ainda bem que descobri esta empresa, adoro-os” é o objectivo final e a razão para um sucesso inacreditável.
  • Estar rodeado das melhores pessoas e professionais. Um último ponto mas tão importante… quantos negócios eu vi que falharam por haver um sócio que não levava a empresa para a frente. Ou uma pessoa que falhava na execução primária, afectando o resto da empresa. Ter os melhores professionais, e essencialmente as pessoas mais comprometidas com o seu projecto é absolutamente essencial.

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