European Scaleup Monitor: Escandinávia é “ninho” para empresas de Alto Crescimento

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Três, dos cinco países com maior número de scaleups europeias, são nórdicos, mas Dublin é a “capital das scaleups” na Europa. As empresas jovens têm taxas de crescimento mais elevadas do que as empresas maduras, mas as startups com mais funcionários, crescem mais depressa do que as empresas menores.

O European Scaleup Monitor, o primeiro relatório elaborado no âmbito do projeto europeu que visa incentivar e desenvolver o ecossistema de empresas de alto crescimento (scaleup) do qual a Nova SBE é membro fundador, analisa o panorama dinâmico das empresas de elevado crescimento (High Growth Firms – HGF) e revela uma multiplicidade de trajetórias de crescimento em toda a Europa.

O relatório, apresentado esta semana, destaca as características e estratégias das HGF no ecossistema europeu de scaleups, fornecendo informações valiosas para empresários, organizações governamentais, instituições de conhecimento e decisores políticos enfrentarem a lacuna de expansão.

De acordo com a análise realizada, apenas uma em cada dez empresas na Europa consegue crescer, em média, mais de 10% ao ano durante um período de três anos. No caso de um crescimento elevado (mais de 20% de crescimento anual), essa proporção diminui para uma em cada vinte e quatro. Alcançar um crescimento consistente é ainda mais difícil: apenas 1,13% de todas as empresas europeias conseguem escalar mais de 20% durante dois anos num período de três anos.

Irlanda tem o maior numero de empresas de elevado crescimento, mas é na Escandinavia que estas empresas crescem mais rápido (Infografia de European Scaleup Monitor)

O European Scaleup Monitor também identifica algumas tendências interessantes em relação ao alto crescimento na Europa. Segundo o estudo, as HGF mais jovens tendem a atingir taxas médias de crescimento anual mais elevadas (consistentes): são, em média, 20% mais rápidas do que suas contrapartes mais “maduras”.

O relatório mostra ainda que quanto maior a taxa de crescimento, maior é o tamanho da empresa: as empresas com mais de 50 funcionários registam mais do dobro da taxa de crescimento das suas contrapartes mais pequenas. Embora as HGF estejam bem distribuídas por diferentes indústrias, as TIC e as indústrias baseadas em serviços continuam a liderar o grupod e maior crescimento.

Apenas 10% dos Hypergrowers (40% de crescimento consistente) são financiados e tendem a receber um surto de financiamento em estágio avançado no terceiro ano de hipercrescimento, o que implica que o hipercrescimento seja um catalisador para o financiamento.

O estudo mostra ainda que três dos cinco principais países (em termos de concentração de HGF) são nórdicos: Helsínquia é um importante centro para o crescimento elevado e hipercrescimento, juntamente com Dublin e Munique.

De acordo com a Diretora Académica do European Scaleup Institute, Veroniek Collewaert, “Com demasiada frequência, as empresas de alto crescimento tendem a ser apenas associadas a empresas tecnológicas jovens que angariaram milhões de euros em capital de risco. No entanto, nossas estatísticas mostram que essas empresas têm muito mais diversidade em termos de cores, formas e tamanhos. É absolutamente fundamental mapear e entender essa diversidade das empresas de alto crescimento, pois elas podem exigir estratégias, processos e apoio substancialmente diferentes para alcançar seu alto crescimento”.

O estudo foi realizado com a parceria do do Haddad Entrepreneurship Institute, do Nova SBE. Para Euclides Ferreira Major, Diretor Executivo do Nova SBE Haddad Entrepreneurship Institute, “Esta aliança europeia que reúne empreendedores, académicos e decisores políticos, tem por o objetivo fomentar o crescimento persistente e sustentável das empresas europeias, pois estas são fundamentais na criação de mais e melhores empregos e na geração de riqueza para as economias da Europa”.

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