Facebook ataca notícias falsas

Há algumas semanas que estamos trabalhando para resolver o problema de notícias e boatos falsos. Estamos empenhados em fazer a nossa parte e gostaríamos de compartilhar algumas atualizações que estamos testando e começam a ser implementadas anunciou Adam Mosseri, Vice-presidente para a gestão do Feed de Notícias do Facebook. Para já, a rede social concentra os seus esforços no que considera ser ‘o pior dos piores’, ou seja, nos esquemas claramente difundidos por spammers em seu próprio benefício e, para isso, conta com o envolvimento da comunidade de utilizadores e de organizações de terceiros.

O trabalho está orientado em quatro áreas, que são ainda ‘os primeiros passos para melhorar a experiência das pessoas no Facebook’. A rede social propõe-se aprender com estes testes para os corrigir e alargar com o passar do tempo. ‘Acreditamos que não podemos tornar-nos árbitros da verdade, por isso estamos abordando este problema com cuidado’ sublinhou Adam Mosseri.

Facilitar a comunicação de um boato (hoax) ou falsa notícia é um dos objetivos dos gestores da rede social. ‘Estamos testando várias maneiras de tornar mais fácil relatar um boato que veja no Facebook. Uma delas é clicar no canto superior direito de um post‘ explica Adam Mosseri. ‘Confiamos fortemente na nossa comunidade para obter ajuda sobre esta questão, e isso pode nos ajudar a detetar mais notícias falsas’. O comentário não é imediatamente apagado, mas é sinalizado como ‘disputado’. ‘Acreditamos que fornecendo mais contexto podemos ajudar as pessoas a decidir por si mesmos o que é fiável e o que pode ser compartilhado’, disse o responsável do Facebook.

Paralelamente a rede social irá trabalhar com a Rede Internacional de Verificação de Fatos (Poynter) que reúne um conjunto de órgãos de informação e organizações não-governamentais que verificam a veracidade de algumas afirmações ou notícias.

Uma falsa notícia ou boato, denunciada pela comunidade de utilizadores do Facebook irá aparecer como ‘disputada’ e, naturalmente atrairá a atenção da Poynter. Se as organizações de verificação identificarem uma história como falsa, ela será sinalizada como disputada e haverá um link para o artigo correspondente explicando o porquê.

O Facebook compromete-se também a remeter para o fundo do Feed de Notícias os posts assinalados como falsos. Embora seja possível continuar a compartilhar essas histórias, elas serão sempre acompanhadas de um aviso de que a informação foi contestada. Uma vez que um post seja sinalizado, não é possível a sua promoção na rede social.

O Facebook descobriu também que ler um artigo torna as pessoas menos propensas a compartilhá-lo, ‘isso pode ser um sinal de que uma história enganou as pessoas de alguma forma’, sublinha Adam Mosseri. A rede social vai assim testar um ranking, não de partilhas totais, mas apenas das que foram feitas por pessoas que leram o artigo. ‘Vamos testar a incorporação de um sinal no ranking, especificamente para artigos que são outliers, onde as pessoas que leem o artigo são significativamente menos propensos a compartilhá-lo’, do que acontece com outros artigos, revelou o responsável pelo Feed de Notícias do Facebook.

Por fim o Facebook quer desmontar a rede de incentivos financeiros que alimenta os spammers. ‘Descobrimos que muitas notícias falsas são financeiramente motivadas. Os spammers ganham dinheiro disfarçando-se de organizações de notícias bem conhecidas e postam fraudes que levam as pessoas a visitar seus sites, que geralmente são anúncios’. Por isso o Facebook promete fazer tudo para reduzir os incentivos financeiros, por um lado eliminando a capacidade de falsificar domínios, o que reduzirá a prevalência de sites que pretendem ser publicações reais. Por outro, vai analisar sites para detetar onde podem ser necessário aplicar políticas mais rigorosas.

‘É importante para nós que as histórias que você vê no Facebook sejam autênticas e significativas. Estamos entusiasmados com esse progresso, mas sabemos que há mais a ser feito. Nós vamos continuar a trabalhar nesse problema pelo tempo que for preciso até acertar’ afirma Vice-presidente para a gestão do Feed de Notícias do Facebook.

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