FASTinov Inicia Expansão Europeia com Tecnologia Médica Inovadora

Foto de FASTinov

A FASTinov, uma spin-off da Universidade do Porto focada em tecnologia médica, deu início à sua expansão europeia com uma solução inovadora para a gestão da sepsis, uma condição que causa mais de 11 milhões de mortes anuais, segundo um estudo de 2020 da The Lancet.

A tecnologia desenvolvida pela Prof.ª Dr.ª Cidália Pina Vaz, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, permite entregar aos clínicos um antibiograma em apenas duas horas após a confirmação de uma infeção, contrastando com as habituais 48 horas.

A sepsis requer uma resposta médica extremamente rápida. Estudos mostram um aumento significativo de mortes por bactérias multirresistentes de 2014 a 2019. Prevê-se que, até 2050, 10 milhões de pessoas morrerão anualmente devido a infeções por agentes resistentes, de acordo com o relatório de 2016 “Revisão sobre a resistência antimicrobiana”.

A tecnologia inovadora da FASTinov está a ser implementada em hospitais de referência como o Hospital de Santo António e o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. Esta tecnologia não só melhora a situação clínica dos doentes críticos de forma célere, mas também promove a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS). Dados preliminares de um estudo económico indicam poupanças de 1.400€ a 2.200€ por doente testado com esta tecnologia em comparação aos métodos convencionais.

“Trabalhando em conjunto com unidades de saúde de referência, estamos a implementar a resposta mais rápida do mundo à sepsis/bacteremia. Esta conquista é um marco significativo para a inovação médica nacional e está em expansão europeia,” afirma Dr. Nuno Afonso, Presidente e CEO da FASTinov. Além do Hospital de Santo António, o IPO Porto, especialmente o Serviço de Patologia Clínica dirigido pela Dr.ª Gabriela Martins, foi pioneiro global na integração desta tecnologia, apresentando já resultados positivos em congresso.

A tecnologia foi validada em Portugal e Espanha com mais de 600 doentes e, em 2023, avaliada por vários hospitais nacionais em mais de uma centena de doentes. A sua integração na rotina hospitalar está a cargo da empresa Quilaban. A expansão está em curso, com utilização em hospitais universitários de Madrid e Sevilha e planos de implementação em Itália e outros países europeus, prevendo-se a sua chegada aos Estados Unidos da América.

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