Inteligência Artificial como ferramenta de aprendizagem

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Um estudo apresentado pela CEGOC revela as principais tendências da Inteligência Artificial (IA) no processo de aprendizagem. A empresa de formação e desenvolvimento de recursos humanos publicou um white paper que explora formas de integrar a Inteligência Artificial no processo de aprendizagem. O documento aponta como vão os assistentes virtuais e “learning companions” melhorar o ambiente de aprendizagem e qual o novo papel da profissão de formador.

A CEGOC, empresa especializada em transformação do desenvolvimento das pessoas nas organizações, apresentou os principais resultados do white paper internacional “Inteligência Artificial & Aprendizagem”, que dá conta dos principais avanços da IA e mostra como está a evoluir a relação simbiótica cada vez mais estreita entre humanos e máquinas, através da combinação das suas diferentes capacidades.

Um “white paper”, ou “livro branco”, é um relatório que avalia de forma concisa um determinado problema, para destacar os recursos de uma solução, produto ou serviço que ela oferece ou planeia oferecer. No caso, o estudo da CEGOC faz o ponto de situação da Inteligência Artificial e destaca as principais tendências para o uso dessa tecnologia no desenvolvimento dos recursos humanos.

“Este white paper ajuda-nos a antever (e a preparar) as principais tendências internacionais no campo da IA aplicada à aprendizagem”, diz Catarina Correia, Head of Marketing & Communication na CEGOC. “Tal como assistimos à expansão da Internet nos anos 2000, na década de 2020 poderemos assistir ao crescimento de uma forma acessível de IA que nos ajude a desenvolver competências de forma mais eficaz, personalizada e inteligente”, sublinha.

Catarina Correia acrescenta que, “quanto mais a tecnologia avança, mais decisiva e fundamental se torna a interação humana”. Este estudo “ajuda a desmitificar a ideia de que a IA vai, por exemplo, acabar simplesmente por substituir a figura do formador, sublinhando que mais do que uma ‘rivalidade’, trata-se de uma verdadeira ‘simbiose’ entre humanos e máquinas, e da combinação das suas diferentes capacidades”.

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Conciliar Inteligência Artificial com a função de Formador

Enquanto parte do processo de aprendizagem a IA já está presente no dia-a-dia sob a forma de chatbots, robôs, objetos conectados entre si, smart speakers, assistentes inteligentes, algoritmos de redes sociais, entre outros, porém na área de aprendizagem e desenvolvimento  (L&D), a sua aplicação ainda é fraca.

As ferramentas de Inteligência Artificial são capazes de refletir, compreender um determinado contexto e desenvolver o seu próprio raciocínio através do conceito “consciência da máquina”. Se adaptadas ao contexto de formação podem permitir percursos de aprendizagem mais inovadores, personalizados e eficazes, assim como a redução de tarefas repetitivas e burocráticas/não-formativas por parte do formador.

Quando utilizada para adaptar continuamente um percurso de aprendizagem a IA permite ajustar os percursos de aprendizagem de cada formando, proporcionando uma aprendizagem mais diferenciada e personalizada. A Inteligência Artificial permite também ao formador ajustar e melhorar as metodologias formativas, utilizando dados, metadados e análises comportamentais.

Outra ferramenta de IA que pode ser explorada na área de L&D dentro de pouco tempo é o “Learning companion”, ou assistente inteligente, que atua como um coach, mentor ou tutor – conhecendo as preferências de cada formando a partir das informações que recolhe nas redes sociais; fazendo perguntas, estabelecendo ligações e disponibilizando conteúdo de aprendizagem válido e confiável.

Estes robôs, além de ensinar e aconselhar, identificam também os parceiros de aprendizagem mais indicados (colegas, especialistas, pares, etc.); e dão feedback positivo através de recursos interativos (processamento de linguagem natural, análise de vídeo, chatbots, etc.), para manter os formandos motivados a longo prazo.

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Segundo o white paper “Inteligência Artificial & Aprendizagem”, num futuro próximo a IA estará pronta para ajudar os formadores a identificarem ações ou fases com valor acrescentado, assim como os momentos em que o formando apresenta cansaço ou risco de abandonar a formação.

A IA também irá contribuir para “aliviar” os formadores de tarefas repetitivas que lhes permitirão focar-se mais no apoio prestado aos formandos e na realização de tarefas mais complexas/criativas.

O documento identifica ainda três grandes riscos da IA na aprendizagem (exclusão; opacidade; e partilha de dados sem controlo) e apresenta princípios para ajudar a mitigar estes riscos, designadamente através de um enquadramento ético para a IA na aprendizagem, delimitando as fronteiras para os algoritmos e regulamentar os seus efeitos através do estabelecimento de princípios e a definição de um enquadramento que proteja os interesses dos formandos.

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