Mercado de escritórios regressa ao nível pré-pandemia

Foto de Luca Dugaro no Unsplash

O ano de 2022 inicia dinâmico, com mais de 15.500 m2 de escritórios ocupados de forma imediata. Segundo o relatório “Office Flashpoint” da JLL, em janeiro, Lisboa somou mais de 13.000 m2 de take-up e Porto outros 2.000 m2, ambos em forte crescimento face ao período homólogo.

O primeiro mês do ano deu continuidade à tendência de dinamismo observada, nos últimos meses, no mercado de escritórios em Lisboa e Porto, com uma ocupação agregada de mais de 15.500 m2. Entre os dois mercados contabilizaram-se 21 operações, todas para ocupação imediata, revela o Office Flashpoint da JLL, um relatório que analisa mensalmente o desempenho deste setor.

Em janeiro, Lisboa registou 13.300 m2 de área ocupada num total de 15 operações, e o Porto 2.300 m2 de ocupação correspondentes a 6 operações. Em ambos os casos, a ocupação de janeiro alinha com os níveis pré-Covid e apresenta um crescimento exponencial face a janeiro de 2021, quando se entrou num novo confinamento geral.

Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL

Para Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL, “o facto da totalidade da área negociada ser para ocupação imediata é um sinal muito animador para o ano que se inicia e reflete bem que o setor está em forte retoma. Há muitos desafios futuros na forma como as empresas vão ocupar os espaços, é um facto, mas o que podemos concluir é que a procura é real e está ativa, e que o escritório físico não desapareceu. Ao mesmo tempo, esta dinâmica é um reflexo também da confiança das empresas na economia, o que abre igualmente ótimas expetativas para 2022. Será o ano de regresso aos níveis pré-pandemia”.

Em Lisboa, a ocupação no mercado de escritórios foi marcada pelas empresas de “Serviços a Empresas”, que garantiram 46% da área ocupada, evidenciando-se ainda o setor de “Outros Serviços”, com 18% do take-up. Em termos de destinos preferidos, o Prime CBD (zona central de negócios) agregou 63% da procura, seguido do Corredor Oeste, com 22% da área ocupada.

A área média por negócio foi de 885 m2, registando-se a realização de três operações com áreas superiores a 1.000 m2, em que se incluem a tomada de 1.600 m2 pela Renault no Lagoas Park e de 1.300 m2 pela Amorim Luxury Group no edifício Eurolex.

No Porto, a ocupação em janeiro foi dinamizada também pelas empresas de “Serviços a Empresas”, responsáveis por 59% da área negociada no mês, estando também ativas as empresas de “TMT’s & Utilities”, com 29% do take-up. O CBD (Boavista), com 46% do take-up mensal, liderou as preferências da procura, seguida de muito perto pela zona Oriental, com 42% da área absorvida.

A dimensão média das operações foi bastante menor do que a registada em Lisboa, ficando em 390 m2 e registando-se apenas um negócio próximo de 1.000 m2. Entre as operações do mês incluem-se a tomada de área pela Mercer Portugal no Mercado do Bom Sucesso e da TD Techdata na Torre Burgo, ambas envolvendo áreas entre 350 e 400 m2.

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