Paulo Portas no Xerox Corporate Talks: “O ano corre melhor do que se previa”

Paulo Portas no Xerox Corporate Talks
Foto de Xerox Corporate Talks

Paulo Portas foi o principal orador do Xerox Corporate Talks, um evento organizado pela Xerox Portugal e que reuniu, no passado dia 16 de maio, um grupo restrito de 30 gestores de empresas parceiras da tecnológica para equipamento em ambiente de escritório.

No evento Paulo Portas falou sobre os atuais desafios geopolíticos e geoeconómicos globais que impactam a economia nacional, em particular, as dinâmicas empresariais. A imprevisibilidade foi um dos fatores inicialmente abordados para alertar os empresários e gestores presentes na sala, nomeadamente quanto à pandemia da covid-19 e à guerra na Europa.

“Nós vivemos nos últimos três anos e meio, vamos a caminho de quatro, sob a égide de dois fatores que não eram considerados, nem possíveis, nem prováveis”, contou Paulo Portas. No entanto, o ano de 2023 corre “melhor do que se previa”, acrescentou o atual comentador.

“Eu acho que os europeus têm razões para estar menos pessimistas do que no final do ano passado, porque 2023 está a correr ligeiramente melhor do que aquilo que economicamente se previa. Até agora, excetuando o Reino Unido, tudo indica que, em 2023, sem ser um ano esfuziante, será, em todo o caso, menos negativo do que se pensava, e isso é bom”, afirmou o palestrante.

Paulo Portas no Xerox Corporate Talks
Foto de Xerox Corporate Talks

No evento, foram também enunciados os quatro fatores de criação de riqueza que vão ajudando a economia portuguesa, com atual défice de capital: Turismo, Ativos, Energia e “Bazuca”.

No Turismo, Paulo Portas explicou que, a nível de receitas, Portugal está 43% acima de 2019, um número que sofre uma ligeira atenuação do aumento face ao primeiro trimestre deste ano. Por outro lado há muitos estrangeiros a comprar ativos no país, particularmente imobiliário, o que levanta algumas preocupações quanto ao Alojamento Local, decisivo para a capacidade turística de Portugal.

O terceiro fator, destacado por Paulo Portas, é o mix energético, que já não depende da Rússia, nem do transporte de energia pela Ucrânia, e agora os principais fornecedores energéticos de Portugal são a Nigéria e os Estados Unidos. E finalmente o peso que o PRR, com a chamada “bazuca”, obriga a aplicar os fundos que, se não forem investidos perdem-se.

Estes quatro fatores afetam também diretamente as empresas, uma vez que “não há economia sem empresas”, afirmou, pois são estas igualmente o garante da criação de riqueza, de valor acrescentado e de emprego no país.

Paulo Portas no Xerox Corporate Talks
Paulo Portas e José Esfola, diretor-geral da Xerox

Relativamente às novas tendências da digitalização e da inteligência artificial, Paulo Portas abordou a urgência da Europa pensar na inovação e na pesquisa e desenvolvimento, de modo a não perder o lugar da economia do futuro: o digital. A Europa é, até ao momento, o quarto bloco a apostar e investir neste ramo, depois dos Estados Unidos, Japão e da China. Durante o discurso, Paulo Portas frisou a importância de construir uma política estável, através de uma aliança entre o setor privado e público e entre universidades, capital e tecnologia.

“A palestra do Dr. Paulo Portas acabou por transformar grandes conteúdos em algo entendível para todos e estou certo de que os nossos convidados estão ainda mais cientes das necessidades de transformação dos seus processos internos e de trabalharem de forma mais flexível, remota e segura. O feedback de todos os nossos clientes e parceiros foi bastante positivo”, contou José Esfola, diretor-geral da Xerox.

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