Programa Mais Ajuda anuncia finalistas

Imagem de Myriam Zilles por Pixabay

Já são conhecidos os 12 finalistas do Programa Mais Ajuda, uma iniciativa para apoiar com 150 mil euros projetos de inovação social. Das mais de 700 candidaturas recebidas, foram selecionados projetos de seis IPSSs e de seis Startups, capazes de dar novas respostas a problemas sociais, em áreas tão diversas como ambiente, educação, tecnologia e integração social.

Desafiando o terceiro setor e os empreendedores a encontrar novas respostas para problemas sociais, o Programa Mais Ajuda, promovido pelo Lidl Portugal em parceria com as rádios Renascença, RFM e Mega Hits e a Beta I, recebeu mais de 700 candidaturas, entre as quais foram selecionados os 12 finalistas, dos quais irão sair seis grandes vencedores – três IPSSs e três Startups.

Entre os finalistas estão instituições de solidariedade social e Startups de todo o país, com projetos de apoio à comunidade em áreas tão diversas como ambiente, educação, tecnologia e integração social, que foram selecionados segundo rigorosos critérios de avaliação relacionados com o impacto social do projeto, o seu potencial de crescimento, a maturidade e complementaridade da equipa, o grau de inovação do projeto e a sua viabilidade e sustentabilidade no tempo.

De acordo com Vanessa Romeu, Diretora de Comunicação Corporativa do Lidl, “As IPSSs e as Startups responderam prontamente ao desafio lançado para um Portugal mais solidário, mas também mais empreendedor e inovador na forma de ajudar. Esse empenho está refletido na quantidade e na qualidade das candidaturas apresentadas, que não só superaram as nossas expectativas, mas também tornaram a seleção dos 12 finalistas num ótimo desafio. Estamos a dar novos passos com este projeto, inserido, também ele, num novo contexto social que temos vindo a enfrentar, onde a ajuda ao próximo se torna ainda mais urgente e fundamental”.

Filipe Almeida, presidente da iniciativa Portugal Inovação Social, Isabel Figueiredo, adjunta do presidente do Grupo Renascença Multimédia, Luís de Melo Jerónimo, diretor Social Cohesion Programme da Fundação Calouste Gulbenkian, Pedro Rocha Vieira, CEO e Co-fundador da Beta-i e Vanessa Romeu, diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal, constituem o painel de júris  responsável pela seleção das seis iniciativas vencedoras, que receberão, cada uma delas, o valor de 22.500 euros para implementação da sua proposta. Para além do apoio monetário, os projetos vencedores irão receber mentoria, por parte da Beta-i, de modo a otimizarem o investimento recebido e com isso aumentarem a escala de alcance das suas ações e modelos de atuação.

Adicionalmente, o Lidl contribuirá ainda com 15 mil euros, para a posterior realização de um Business Hackathon – direcionado às IPSSs ou equiparadas – no qual irão participar membros da comunidade de talento, empreendedorismo, entre outros parceiros externos, para identificarem e desenvolverem soluções para alguns dos desafios específicos destas instituições.

As 6 startups finalistas do Programa Mais Ajuda:

eSolidar, de Braga: Consiste num Ecossistema de solidariedade online, que permite a entidades sociais (IPSS) diversificar a forma como angariam fundos e aumentam a sua visibilidade, através de ferramentas como donativos, leilões solidários, crowdfunding, entre outros.

GiveToU, de Lisboa: Proporciona a todas as ONGs e empreendedores sociais as melhores ferramentas digitais para maximizarem a obtenção de recursos financeiros, bens materiais e humanos. Permite ainda a criação de relações com os outros atores sociais, empresas e beneficiários, maximizando o impacto social. A GiveToU agrega um conjunto de funcionalidades que até agora estavam dispersas por várias outras plataformas e atua nas áreas de “collaborative consumption”, “collaborative learning”, “collaborative finance” e “collaborative governance”.

PixelAgility, do Porto: Visa transformar a forma como os terapeutas e técnicos de saúde utilizam as ferramentas digitais, em contexto terapêutico. Atua atualmente sobretudo na área de terapia da fala. A utilização desta ferramenta por um cuidador ou profissional de educação/saúde iria permitir um rastreio precoce e a uma prevenção de dificuldades articulatórias e fonológicas.

Shimejito, de Castelo Branco: É uma empresa onde agricultura e tecnologia se encontram (“agritech”), com impacto social e promovendo a economia circular. Tem como objetivo transformar resíduos orgânicos em alimento, também ele orgânico e sustentável. Visa ser uma solução global para a agricultura local. Desenvolve um modelo descentralizado de produção agrícola indoor, que permite às comunidades produzir alimento orgânico e sustentável localmente.

Imagem de AkshayaPatra Foundation por Pixabay

SPEAK, Leiria: É uma plataforma online desenvolvida para juntar pessoas migrantes, refugiadas e locais a viver na mesma cidade. As pessoas inscrevem-se para aprender e/ou para ajudar outros a aprender uma língua, mediante posterior experiência presencial.

The Inventors, de Setúbal:  Tem como missão inspirar uma nova geração de “inventores”. Criou programas educativos para crianças entre os 4 e os 12 anos, permitindo que estas desenvolvam a sua autoconfiança, curiosidade e competências tecnológicas. Tem a ambição de transformar as perspetivas e desenvolver competências, tecnológicas e intangíveis, em todas as crianças que passam pelo sistema educativo.

As 6 IPSS finalistas do Programa Mais Ajuda

Projeto Aprender Mais, da Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, de  Lisboa: O projeto tem como objetivo assegurar a continuidade do processo educativo e o consequente desenvolvimento social e emocional de crianças e jovens com cancro, que tiveram de interromper, por longos períodos, a frequência na escola. Estas são crianças dependentes de professores, educadores de infância, psicólogos e/ou terapeutas voluntários, que assegurem um apoio escolar e atividades lúdico-pedagógicas na casa da família ou via Skype.

Imagem de StartupStockPhotos por Pixabay

Modus by Humanus, da Associação Humanidades, de Lisboa: O projeto Modus by Humanus visa disponibilizar um kit mensal de roupas/ brinquedos de criança que, numa fase precoce da vida, deixam rapidamente de ter utilidade, podendo ainda assim ser (re) utilizadas por outras crianças, com múltiplas vantagens financeiras e ambientais.

Centro de Atendimento de Alertas Móveis – CAAM, da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, de Lisboa: O projeto CAAM funciona como uma rede de proteção de crianças, incluindo as deficientes visuais e motoras, e caracteriza-se pela ligação dos seus telemóveis, através de uma aplicação de georreferencia, ao Centro. A rapidez no procedimento de participação de um desaparecimento visa revolucionar a forma como irão passar a ser tratados estes casos.  

Surf.ART, da Associação Pressley Ridge, de Lisboa: O projeto Surf.ART consiste na promoção do bem-estar social e do sucesso na vida de crianças e jovens em vulnerabilidade social através da prática desportiva do surf e do contacto com a natureza, tendo em vista o desenvolvimento da sua autonomia. Este promove os fatores de proteção das crianças que nele participam, impactando todos os sistemas onde estas estão inseridas, em especial a família.

Mutualista com as Crianças da Associação de Socorros Mútuos Mutualista Covilhanense, de Castelo Branco: Direcionado para o público escolar das zonas rurais e isoladas do concelho da Covilhã, este projeto pretende promover as competências sociais e educativas das crianças, garantindo a equidade e o combate à exclusão social mediante parcerias entre as várias entidades que intervêm nos espaços educativos.

Crescer Cãofiante, da cooperativa Eu Cãosigo – Intervenções Assistidas por Animais, de Lisboa: O projeto Crescer Cãofiante consiste na implementação de um programa de intervenções assistidas por cães, destinado a crianças do 1º ciclo do ensino básico, pertencentes a diferentes agrupamentos de escolas do concelho. Este responde à necessidade de combater o insucesso e abandono escolar, numa ótica de inclusão social.

O contexto atual provocado pelo COVID-19, levou a que o modelo de seleção dos vencedores do Programa Mais Ajuda fosse ajustado aos novos tempos de distanciamento social. Os pitches, que deveriam decorrer de forma presencial, num evento final de anúncio dos vencedores, assumem-se em vídeo e o evento é substituído por um programa de rádio na Renascença, no fim de maio.

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