Vivanoda: Simplificando Viagens na Europa

Na foto: Nicolas Pellier, fundador da Vivanoda

Vivanoda é uma plataforma inovadora de planeamento de viagens, fundada em 2013, que facilita a pesquisa e reserva de diferentes meios de transporte, incluindo ferries, autocarros, comboios, aviões e car-sharing. Originária de França, a Vivanoda expandiu-se para vários países da União Europeia, entre os quais Portugal, colaborando com numerosas empresas de transporte e agências de viagens para oferecer as melhores opções de transporte aos seus utilizadores.

Nicolas Pellier, o fundador da Vivanoda, combinou a sua paixão pelo mundo dos transportes com os seus conhecimentos em informática para criar uma plataforma que simplifica a busca por meios de transporte entre cidades europeias. Nicolas identificou uma lacuna significativa no acesso a informações sobre opções de transporte, especialmente em viagens internacionais, o que motivou a criação da Vivanoda.

“O site foi lançado em 2013 e nasceu da constatação de que era muito difícil informar-se sobre todas as opções de transporte para se deslocar de uma cidade para outra na Europa. Eu próprio fui muitas vezes confrontado com a falta de informação sobre os meios de transporte disponíveis para chegar a um destino e tive muitas vezes de perder muito tempo a pesquisar opções de transporte para uma viagem que estava a planear”, explica Nicolas Pellier.

“Comboio, avião, autocarro de longo curso, ferry e até car-sharing: na última década, assistimos a uma proliferação de opções para chegar a um destino, o que torna ainda mais difícil encontrar a melhor solução. A melhor solução nem sempre é uma questão de preço”, salienta.

Foto de rawpixel.com em Freepik

Desafios Iniciais

Desde o seu lançamento, Vivanoda enfrentou diversos desafios, como a integração em tempo real com as ofertas dos operadores de transporte e a adaptação às diferentes culturas e padrões de consumo dos diversos modos de transporte. Um dos maiores obstáculos foi a variabilidade dos períodos de reserva e a imprevisibilidade dos serviços de car-sharing.

“O maior desafio da Vivanoda foi integrar modos de transporte com culturas e padrões de consumo totalmente diferentes numa única interface e num único formato, com períodos de reserva variáveis, por exemplo, as viagens aéreas podem ser programadas até um ano de antecedência, mas as viagens de comboio, em França, apenas se podem antecipar três meses.”

“Também a car-sharing é frequentemente uma resposta de última hora. Se quiser reservar com muita antecedência, as ofertas são raras, ou mesmo inexistentes. Para os outros modos de transporte, passa-se o contrário: quanto menos se reserva com antecedência, mais elevados são os preços e menos provável é encontrar um lugar”, sublinha Nicolas Pellier.

Para o fundador da Vivanoda, os meios de transporte têm culturas tecnológicas muito diferentes. Enquanto o transporte aéreo desenvolveu há muito tempo tecnologias normalizadas à escala mundial, as companhias de caminho-de-ferro e de autocarros ficaram frequentemente muito para trás neste domínio. Só recentemente se começaram a notar algumas mudanças, em grande parte resultantes da chegada de novos operadores ao mercado.

“É o caso da Rede Expressos em Portugal, que teve de se adaptar à chegada da Flixbus ao país, na sequência da abertura do mercado português à concorrência, modernizando a sua tecnologia para se manter competitiva e manter a sua visibilidade e atratividade na Web. Outros operadores históricos acabaram por desaparecer, absorvidos por estas novas e inovadoras transportadoras”, diz Nicolas Pellier.

Hoje, Vivanoda permite aos viajantes encontrar e combinar bilhetes de avião, autocarro, ferry, comboio e car-sharing, proporcionando uma solução integrada e eficiente para planeamento de viagens. A plataforma é especialmente útil para viagens a partir de cidades de média dimensão, onde a combinação de diferentes modos de transporte pode ser essencial.

Foto de yousef alfuhigi no Unsplash

Independência e Transparência

A independência é uma das preocupações da Vivanoda, apresentando sempre as suas planificações de viagens, sem interferência de investidores externos que possam criar conflitos de interesse. As rotas são classificadas de acordo com um índice de desempenho que combina preço e duração da viagem, garantindo transparência e imparcialidade nas recomendações. A plataforma ganha uma comissão por cada bilhete vendido, sem alterar o preço final para o utilizador.

“Em primeiro lugar, é importante notar que a Vivanoda está a desenvolver-se sem investidores externos que poderiam entrar em conflito de interesses por serem simultaneamente transportadores e detentores de ações da Vivanoda. Isto garante que a plataforma é verdadeiramente independente e objetiva”, frisa Nicolas Pellier.

“Antes da Covid, o sítio apresentava também rotas patrocinadas pelas transportadoras, a fim de destacar a sua oferta na Vivanoda. Naturalmente, estas rotas eram identificadas como “patrocinadas” para informar os utilizadores. Desde a Covid e a remodelação tecnológica da plataforma, estas ofertas patrocinadas deixaram de estar disponíveis.”

Atualmente as ofertas apresentadas numa pesquisa de viagem são classificadas de acordo com um índice de desempenho que combina o preço e a duração da viagem. “Uma viagem de autocarro com um preço muito baixo não aparecerá necessariamente nos primeiros resultados se demorar muito mais tempo do que uma viagem de comboio, que é certamente mais cara mas muito mais rápida”, explica.

Os utilizadores podem também ordenar os resultados com outros critérios e filtros para afinar a pesquisa.

“O modelo de negócio da Vivanoda é simples: a plataforma ganha uma comissão por cada bilhete vendido. É o parceiro revendedor que paga uma comissão à Vivanoda, pelo que, para o viajante, o preço apresentado na Vivanoda é o mesmo que será pago no sítio Web da transportadora – não há qualquer diferença.”

Na foto: Nicolas Pellier, fundador da Vivanoda

Expansão e Futuro

Inicialmente focada no mercado francês, a Vivanoda expandiu-se para 15 países, incluindo Portugal, Espanha e Itália. O objetivo é continuar a crescer no sul da Europa, onde a concorrência entre operadores é significativa e há uma forte procura por soluções de transporte integradas.

“Um dos principais objetivos é o de impulsionar o desenvolvimento em certos países, nomeadamente no Sul da Europa, incluindo Portugal, mas também Espanha e Itália, onde existe uma concorrência significativa entre operadores, mas também uma complementaridade dos modos de transporte, e onde a procura é forte”, avança Nicolas Pellier.

“Num futuro não muito distante, gostaríamos também de nos tornar uma plataforma de reservas onde os utilizadores possam reservar bilhetes multi-transportes. Atualmente, somos um motor de pesquisa (metasearch), como os comparadores de voos Skyscanner ou Kayak, e redirecionamos os utilizadores para os nossos parceiros, que são frequentemente agências de viagens online ou diretamente para o sítio Web da transportadora, para que possam reservar os seus bilhetes com toda a segurança e confiança”, adianta.

Outro objetivo é promover a transição ecológica nos transportes, permitindo aos utilizadores filtrar opções de viagem pelo impacto ecológico. No entanto, enfrenta desafios económicos e tecnológicos, especialmente com empresas ferroviárias que ainda mantêm uma mentalidade monopolista.

“É pena, porque, se tivessem uma mentalidade aberta, contribuiriam para aumentar a sua visibilidade, promovendo as viagens de comboio. Trata-se apenas de um problema de cultura empresarial específico do sector ferroviário. O sector dos transportes aéreos, que também tinha esta cultura no passado, está 30 anos à frente neste domínio. As companhias aéreas foram capazes de se transformar e de aceitar o fim dos monopólios.”

Foto: BusUp

Conclusão

Vivanoda é uma solução inovadora que facilita a vida dos viajantes, oferecendo uma plataforma integrada para encontrar e reservar diferentes meios de transporte. Com uma visão clara de crescimento e inovação, a empresa francesa continua a evoluir, promovendo a transparência e a sustentabilidade no setor dos transportes.

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