Inflação alimentar desacelera na OCDE e alivia pressão nos preços em Portugal

OCDE indica desaceleração da inflação alimentar em novembro de 2025. Portugal segue tendência da zona euro, com alívio nos preços e riscos vindos da energia.

Foto de Tara Clark no Unsplash

A inflação dos alimentos abrandou em mais de metade dos países da OCDE em novembro de 2025. Em Portugal, a evolução acompanha a tendência da zona euro, segundo dados da OCDE.

A inflação alimentar registou uma desaceleração em mais de metade dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em novembro de 2025, contribuindo para um abrandamento da inflação global e um ligeiro alívio no custo de vida. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela OCDE, a inflação global na área da organização caiu para 3,9%, face a 4,2% em setembro, enquanto a inflação dos alimentos recuou um ponto percentual, fixando-se nos 4,0%.

Portugal acompanha esta tendência no quadro da zona euro, onde a inflação homóloga se manteve estável em 2,1% em novembro. Os dados indicam que, apesar do alívio nos preços dos alimentos e da inflação subjacente, a evolução da energia continua a introduzir volatilidade no índice global de preços, também com impacto nos países da moeda única.

Segundo a OCDE, entre outubro e novembro de 2025 a inflação global caiu em 13 dos 37 países analisados, manteve-se estável em 17 e aumentou apenas em sete. No caso da inflação alimentar, a descida verificou-se em 20 países, enquanto a inflação da energia subiu em 21, evidenciando dinâmicas divergentes entre os principais componentes do índice de preços no consumidor.

Na zona euro, a inflação da energia continuou negativa em novembro, apesar de uma ligeira recuperação face aos meses anteriores, enquanto a inflação alimentar e a inflação subjacente permaneceram globalmente estáveis. Uma estimativa rápida do Eurostat aponta para uma inflação global de 2,0% em dezembro, sugerindo que a trajetória de estabilização se prolongou no final do ano.

Para empresas e consumidores em Portugal, os dados da OCDE reforçam a perceção de que a pressão inflacionista associada aos bens essenciais começou a aliviar, embora os riscos associados aos preços da energia continuem a condicionar a evolução dos custos ao longo de 2026. Num contexto de crescimento económico moderado, esta dinâmica será determinante para decisões de consumo, política salarial e estratégia empresarial nos próximos meses.

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