IA torna-se decisiva para a competitividade no setor energético

Estudo da KPMG mostra que 92% das empresas do setor energético considera a inteligência artificial decisiva para garantir vantagem competitiva.

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Um estudo da KPMG revela que 92% das empresas do setor energético considera a inteligência artificial determinante para garantir vantagem competitiva, com ganhos claros de eficiência e retorno económico.

A inteligência artificial está a assumir um papel central na transformação do setor energético, deixando de ser encarada como um custo experimental para se afirmar como uma alavanca de eficiência operacional e criação de valor. De acordo com o estudo “Intelligent Energy – A blueprint for creating value through AI-driven transformation”, da KPMG, cerca de 80% das empresas do setor já registam ganhos claros de eficiência com a utilização de IA.

Os resultados indicam também que a tecnologia começa a demonstrar impacto financeiro mensurável. Seis em cada dez empresas inquiridas referem um retorno sobre o investimento superior a 10% em projetos de IA já em produção, reforçando a perceção de que a adoção desta tecnologia é hoje um fator crítico de diferenciação competitiva.

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Segundo o estudo, baseado em entrevistas a 163 executivos seniores de empresas do setor energético em oito países, 92% das organizações acredita que a adoção de IA será determinante para assegurar vantagem competitiva nos próximos anos, enquanto 96% já estão a investir em iniciativas futuras baseadas nesta tecnologia.

Apesar deste avanço, o relatório identifica obstáculos relevantes à adoção em larga escala. Entre os principais desafios surgem preocupações com segurança e privacidade, escassez de competências especializadas, resistência interna à mudança e problemas persistentes na qualidade dos dados. Cerca de 58% das empresas enfrenta dificuldades relacionadas com a inconsistência e fragmentação da informação, condicionando o desempenho dos modelos de IA.

“A IA está a transformar a forma como as empresas do setor operam, tomam decisões e prestam serviços aos seus clientes. O que antes era visto como um custo está hoje a traduzir-se em ganhos reais de eficiência e rentabilidade”, afirma António Pires, partner da KPMG Portugal para o setor da Energia, sublinhando a importância de investir simultaneamente em dados de qualidade e na adoção efetiva da tecnologia pelas equipas.

O estudo destaca ainda o impacto da IA na gestão de ativos críticos, como redes e infraestruturas de distribuição, através de modelos preditivos que permitem antecipar falhas, otimizar a manutenção e proteger margens operacionais. Paralelamente, a tecnologia está a transformar a relação com os clientes, permitindo uma compreensão mais fina dos padrões de consumo e o desenvolvimento de serviços energéticos mais personalizados.

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