dstgroup financia doutoramento pioneiro sobre industrialização da construção

dstgroup financia doutoramento pioneiro sobre industrialização da construção em Portugal, defendendo uma transformação organizacional e social do setor.

Na foto: Sara Costa, gestora de inovação da dte

O dstgroup financiou integralmente um doutoramento pioneiro em Portugal sobre industrialização da construção, desenvolvido por uma trabalhadora do grupo, defendendo que a transformação do setor é sobretudo humana, organizacional e social e não apenas técnica.

O estudo, realizado no âmbito do Programa Doutoral em Engenharia Industrial e de Sistemas da Universidade do Minho, foi desenvolvido por Sara Costa, gestora de inovação da dte, empresa de instalações especiais do dstgroup. A investigação propõe um novo enquadramento conceptual para a industrialização da construção, afastando-se de leituras centradas exclusivamente na prefabricação ou na modularização.

Num setor marcado por baixos níveis de produtividade, escassez de mão-de-obra qualificada e resistência à mudança, o trabalho conclui que a principal barreira à industrialização não é tecnológica, mas social. Com base numa revisão sistemática de literatura internacional e em investigação empírica realizada em Portugal, Espanha e Reino Unido, o doutoramento sustenta que a industrialização da construção exige alterações profundas em modelos de liderança, culturas organizacionais, processos e competências.

Para Sara Costa, “industrializar a construção vai muito além de sistemas construtivos: é moldar mentes, culturas e formas de colaboração”. A investigadora defende que a verdadeira questão já não é saber se o setor pode ser industrializado, mas se as organizações e a sociedade estão preparadas para assumir essa transformação de forma consciente.

O dstgroup enquadra este projeto numa estratégia de longo prazo de integração de conhecimento científico na prática empresarial. Segundo José Teixeira, presidente do conselho de administração do grupo, a aposta em doutoramentos internos visa reforçar a capacidade de inovação, aumentar a produtividade e criar condições para o desenvolvimento de soluções industriais concebidas em Portugal.

Atualmente, o grupo conta com dez trabalhadores com doutoramento concluído e vários projetos de investigação avançada em curso, refletindo uma política ativa de qualificação e ligação entre empresa e academia. No caso deste estudo, a investigação esteve também articulada com o Living Lab promovido pelo grupo, permitindo testar conceitos e práticas em contexto real.

As conclusões apontam para a industrialização da construção como um processo técnico-social indissociável, com impacto direto na organização do trabalho, na atratividade do setor e na sua capacidade de responder a desafios como a habitação, a sustentabilidade e a inclusão de novos perfis profissionais. O trabalho reforça a ideia de que a transformação da construção depende menos da adoção de tecnologia e mais da capacidade de alinhar pessoas, processos e propósito.

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