Aumento de 40% nos Ataques Informáticos em 2023

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A S21sec, uma das principais empresas europeias em serviços de cibersegurança, divulgou o seu relatório semestral “Threat Landscape Report”, revelando um alarmante aumento de 40% nos ataques informáticos durante o segundo semestre de 2023. No total, foram registados 2.492 incidentes de ransomware a nível global, em comparação com os 1.487 ataques ocorridos no mesmo período em 2022.

O conflito entre Israel e o Hamas desempenhou um papel significativo neste aumento, resultando num crescimento exponencial dos ataques informáticos dirigidos a serviços críticos, tais como eletricidade, gás e fornecedores de água, entre outras indústrias essenciais para a sociedade. Entre os setores mais afetados durante o último semestre de 2023 destacam-se a indústria, com 31% dos ataques, seguida pela consultoria com 13% e o setor de serviços com 8% do total.

“Este aumento da atividade hacktivista reflete também o aprofundamento da dimensão digital dentro do conflito Israel-Hamas, evidenciando o papel crescente das alianças cibernéticas nas disputas geopolíticas”, refere Hugo Nunes, responsável da equipa de Threat Intelligence da S21sec em Portugal.

A análise detalhada do relatório revela que, durante o segundo semestre de 2023, Espanha registou 47 ataques de ransomware, enquanto Portugal contabilizou 12 incidentes, ocupando o 8.º e 28.º lugar, respetivamente, numa lista de 104 países analisados.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de países alvo de ataques de ransomware, com 1.194 incidentes identificados, seguidos pelo Reino Unido e pelo Canadá, com 167 e 98 ataques, respetivamente. Ao longo do ano de 2023, registou-se um total de 4.619 incidentes de ransomware a nível global.

Relativamente aos grupos de cibercriminosos, destaca-se o LockBit como a ameaça mais ativa em 2023, com 517 incidentes, seguido pelo BlackCat (ALPHV) com 206 vítimas e pelo grupo de ransomware Play, que afetou 202 empresas nos últimos seis meses de 2023. Além disso, observou-se o surgimento de 11 novos grupos cibercriminosos, tais como Cactus, INC Ransom, Metaencryptor, entre outros.

O conflito entre Israel e o Hamas deu origem a uma multiplicação de grupos hacktivistas, explorando a situação de guerra para promoverem os seus próprios objetivos. Estes grupos realizaram ataques maliciosos em setores cruciais para a segurança nacional, como energia, infraestruturas críticas e telecomunicações, além de afetarem serviços públicos essenciais como eletricidade, gás e fornecimento de água.

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