Consequências da guerra na Ucrânia no Continente Africano

Foto de Jack Prichett em Unsplash

O Continente Africano, viu-se, como todos nós, confrontado com as consequências de uma guerra na Europa, na sequência da invasão militar da Ucrânia pela Rússia, um conflito que perdura há já 3 meses e cujos reflexos nefastos afetam todo o mundo e a África não é exceção.

Independentemente do FMI prever um crescimento económico para o Continente Africano, em 2022, que será de cerca de 6% para os países considerados emergentes e de 3,8% para a região da Africa Subsariana, as dificuldades não serão de menos, se tivermos também em conta a fraca taxa de vacinação contra a COVID19, em resultado das dificuldades no acesso a recursos materiais e humanos na distribuição e aplicação de vacinas, cuja gravidade não alcançou uma dimensão maior por via dos inúmeros confinamentos registados na maioria desses países. Desta forma, o aumento dos preços, em particular da energia – com o petróleo a persistir acima da barreira dos 100USD/barril – obriga os países não produtores a um enorme esforço na sua aquisição.

Não é o caso do Gabão, país da Africa Central com cerca de 2.200 mil habitantes, que é produtor de petróleo, o que o coloca numa situação vantajosa perante a atual crise mas, sobretudo, porque optou desde há muito por uma política de crescimento económico sustentado numa agenda de Economia Verde. Esta visão política de preparação para o período pós-petróleo, não só preparou a economia gabonesa para dar resposta ao futuro esgotamento das reservas petrolíferas, como contribuiu para criar uma economia circular de sucesso – a todos os níveis bem conseguida – capaz de garantir a segurança alimentar das suas populações, face à crise alimentar do momento.

Também, na perspetiva das alianças políticas, o Gabão prepara-se para uma mudança significativa com a adesão, em 2022, à Commonwealth, onde conversações nesse sentido. Tendo em conta que se trata de uma ex-colónia francesa, e caso esta adesão se concretize, o Gabão atingirá uma maior plenitude da sua autonomia em diversos setores da sua economia onde, aliás, ainda se sente a “main-prise” da França.

Considerando todos estes fatores e aliado à sua estabilidade política, posso dizer com exatidão que o Gabão está no bom caminho e vislumbra-se dentro de alguns anos que possa constituir-se como um dos países africanos mais apetecíveis para o investimento estrangeiro.

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