COVID-19 muda as regras do jogo no trabalho

Coronavírus reforça a necessidade de maior segurança no teletrabalho

Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay

Embora trabalhar a partir de casa seja uma tendência em crescendo no mundo empresarial, havendo cada vez mais organizações a darem essa possibilidade aos seus colaboradores, o surto de coronavírus está a fazer com que governos e empresas de todo o mundo incentivem o trabalho remoto como tentativa de abrandar a disseminação do COVID-19. 

A atual conjuntura é assim o momento ideal para as organizações reavaliarem a segurança do acesso à distância aos seus sistemas corporativos, pois uma vez que os dispositivos trabalham fora da infraestrutura de rede interna e se conectam a outras redes Wi-Fi, os riscos também aumentam.

Das várias medidas que podem ser tomadas pelas organizações, de forma a reduzir as ameaças de cibersegurança associadas ao trabalho remoto, empresas de segurança digital como a Kaspersky, recomendam a utilização de uma VPN (Rede Privada Virtual) para que as equipas se conectem com segurança à rede corporativa.

Também a proteção dos dispositivos da empresa – incluindo telemóveis, portáteis e tablets – com um software de segurança adequado (por exemplo, com uma solução que permita eliminar dados de aparelhos que sejam declarados como perdidos ou roubados, que separe a informação pessoal da profissional e que restrinja as aplicações que podem ser instaladas).

Executar as atualizações mais recentes dos sistemas operativos e das aplicações é outra prioridade que deve ter em conta, assim como a restrição dos direitos de acesso aos utilizadores que se conectam à rede corporativa. Assegure-se ainda que as suas equipas estão conscientes dos perigos associados à resposta de mensagens que não foram solicitadas.

“Aconselhamos as empresas a serem particularmente cautelosas neste momento, devendo garantir que os seus colaboradores conseguem trabalhar remotamente sem comprometer a segurança da informação. O coronavírus não só já provocou o aumento do trabalho remoto, como tem suscitado o interesse dos hackers, que já ocultaram malware em ficheiros e documentos que aparentemente seriam um esclarecimento sobre a doença. Com os criminosos a aproveitarem-se desta onda de alarme, é prudente que as empresas estejam ainda mais vigilantes na proteção da sua informação”, comenta David Emm, Investigador de Segurança da Kaspersky.

No final de janeiro deste ano, a Kaspersky já havia divulgado que tinham sido detetados ficheiros maliciosos disfarçados de documentos pdf., mp4 e docx. cuja designação se relacionava de alguma forma com o coronavírus – indicavam, por exemplo, que continham conselhos de proteção contra a doença, atualizações sobre as ameaças e procedimentos de deteção do vírus, embora não fosse o caso. Em vez disso, eram o veículo para uma série de ameaças, como trojans e worms, capazes de eliminar, bloquear ou copiar dados, além de interferirem com a operação dos computadores e respetivas redes.

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