Digital fatura mais de 1 bilião de dólares no Natal

Vendas online crescem
Imagem de Joshua Woroniecki por Pixabay

As vendas através de plataformas digitais, em todo o mundo registaram, durante o período de Natal uma faturação de 1.1 biliões de dólares, um aumento de 50% face ao ano anterior. Apesar deste acentuado crescimento, espera-se que 330 mil milhões de dólares em compras online sejam devolvidos globalmente, cerca de 30% de todas as compras feitas.

Os números são avançados no Relatório de Compras no Natal em 2020, realizado pela Salesforce (NYSE: CRM), empresa tecnológica multinacional líder em Customer Relationship Management (CRM). O estudo destaca os dados e tendências que moldaram a época festiva e terão impacto sobre o comportamento de compra dos consumidores em 2021.

Segundo a Salesforce os dados revelam um crescimento de 50% nos gastos digitais face à temporada de compras de 2019, traduzindo-se numa das maiores temporadas de compras digitais da época de festas até à data. Os consumidores gastaram 1.1 biliões de dólares em todo o mundo (1.1 trillion, na escala curta anglo-saxónica), em comparação com 723 mil milhões de dólares gastos em 2019.

Para estimar estes números, a Salesforce combinou dados e insights sobre a atividade de mais de mil milhões de consumidores globais em mais de 40 países com a tecnologia Commerce Cloud, envolvendo mil milhões de consumidores e milhões de conversas nas redes sociais através do Marketing Cloud e dados de atendimento ao cliente facultados pelo Service Cloud, entre 1 de novembro e 31 de dezembro de 2020.

Os principais destaques e tendências desta temporada apontam para um aumento do comércio digital no final do ano. Apesar das promoções terem começado mais cedo e de os retalhistas terem dado início a descontos e promoções no início de outubro, a maior parte das vendas online foi gerada durante a tradicional época de compras deste período festivo.

As vendas online durante as campanhas da Cyber Week atingiram 270 mil milhões de dólares, em todo o mundo, enquanto as duas primeiras semanas de dezembro representaram 181 mil milhões de dólares em vendas globais.

Os retalhistas que disponibilizaram opções de recolha fora das lojas, e outras modalidades de entrega, cresceram quase duas vezes mais rápido do que os concorrentes que não o fizeram. Apesar da sobrecarga dos sistemas de entrega, e os consequentes atrasos, os consumidores preferiram dar prioridade à segurança, e os comerciantes que apresentaram novas opções de recolha das compras, ultrapassaram quem não apresentou esses serviços.

Imagem de athree23 por Pixabay

“A época festiva de 2020 foi definida pela pandemia e forçou os comerciantes e marcas a inovarem rapidamente com a introdução de novas formas de recolha de compras online, concierges virtuais e foco nas redes sociais, mensagens e transmissões em direto, para chegarem aos clientes de novas formas”, disse Rob Garf, VP, Industry Strategy for Retail da Salesforce. “Esperamos que essas inovações permaneçam em 2021, com as estratégias de períodos festivos a tornarem-se no novo padrão que os consumidores esperam dos retalhistas e das suas marcas favoritas.”

Artigos desportivos e para o lar foram as categorias de produto em maior destaque nas vendas online. A receita de artigos desportivos cresceu 108% em comparação com o ano anterior, com a categoria ‘Artigos para o Lar’ a obter um crescimento de 89%, e os alimentos e bebidas a manter o ritmo de 80%. Os segmentos de roupa desportiva (35%), calçado (39%), vestuário (40%) tiveram o menor crescimento nas receitas desta temporada festiva.

Também ao nível do financiamento os consumidores procuraram opções de compra de presentes de Natal caros de forma parcelada, com a modalidade de pagamento a crédito a registar um crescimento de 109% face ao ano anterior, com o maior aumento a acontecer uma semana antes do Natal.

Os retalhistas preparam-se para o ‘returnageddon’: espera-se que mais de 330 mil milhões de dólares em compras online sejam devolvidos a nível global – cerca de 30% de todas as compras feitas – como resultado do pico de comércio eletrónico neste período.

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