Todos nós conhecemos alguém que nasceu empreendedor. Tenho um amigo que, aos onze anos, tentou vender a casa dos pais e dos avós por uma simples razão: para ver se conseguia.
Desde os primórdios da humanidade que o empreendedorismo tem sido uma força para o desenvolvimento económico e social. Grandes empresários, como Henry Ford e Steve Jobs, mudaram o mundo com as suas ideias inovadoras e com o seu espírito empreendedor. No entanto, o empreendedorismo não se limita a figuras proeminentes.
Cada vez mais se reconhece o valor de promover competências empreendedoras em todas as pessoas, especialmente nas gerações mais jovens. O sistema educativo desempenha um papel crucial na formação de indivíduos capazes de enfrentar os desafios do mundo atual.
Para além da transmissão de conhecimentos académicos, é fundamental que as instituições de ensino estimulem o pensamento criativo e a capacidade de resolução de problemas. O empreendedorismo exige a identificação de oportunidades, a procura de soluções inovadoras e a adaptação às constantes mudanças do mercado.
Ao fomentar o pensamento criativo, os educadores fornecem aos jovens a oportunidade de se tornarem agentes de mudança, capazes de transformar ideias em empreendimentos reais. A criatividade permite que os alunos vejam para além do óbvio, explorem novas abordagens e encontrem soluções inovadoras para problemas complexos.
Mais, o pensamento criativo incentiva a autoconfiança e a autossuficiência, características essenciais para os empreendedores.
Estimular a inovação e a criatividade na educação
Existem diversas formas de estimular a inovação e a criatividade na educação. Uma abordagem prática consiste em adotar métodos de ensino que incentivem a exploração e o trabalho em equipa. Os projetos práticos e os desafios de grupo permitem aos alunos pôr em prática as suas ideias e desenvolver competências de comunicação e colaboração.
Os educadores devem incentivar a curiosidade e a capacidade crítica, de forma a criar um ambiente propício à criação de novas ideias.
Outra forma de estimular a criatividade é promover a interdisciplinaridade.
O empreendedorismo não se limita a uma única área de conhecimento, na verdade, a ligação entre diferentes áreas pode criar ideias poderosas. A integração de temas como a ciência, a tecnologia, as artes e as humanidades incentiva os estudantes a abordar os problemas de forma mais ampla, onde podem explorar diferentes perspectivas e soluções inovadoras.
As instituições de ensino devem incentivar uma mentalidade empreendedora desde a infância, através da disponibilização de programas extracurriculares, palestras e workshops relacionados com o empreendedorismo. Estas atividades complementares permitem que os alunos tenham contacto direto com empresários de sucesso e aprendam exemplos reais de como as competências empreendedoras podem ser aplicadas ao mundo real.
Investir na educação empresarial
Nos últimos anos, temos assistido a um aumento significativo de casos de Youngpreneurship, o que desafia a ideia pré-concebida de que os empreendedores são maioritariamente adultos, com uma vasta experiência de mercado. Este fenómeno é impulsionado pelo desenvolvimento do espírito criativo e inovador dos jovens, que lhes permite responder aos problemas da atualidade de forma distinta e disruptiva.
Uma das características que definem a Geração Z é a sua capacidade de lidar com a tecnologia. Estão imersos num mundo digital desde crianças, e dominam competências de utilização de dispositivos eletrónicos, aplicações e plataformas online. Estas competências técnicas são aliadas do empreendedorismo, pois permitem a criação de soluções inovadoras baseadas na tecnologia, como aplicações, plataformas de comércio eletrónico e serviços digitais.
O sucesso dos jovens empreendedores da Gen Z não se deve apenas às suas competências técnicas, mas também à sua mentalidade empreendedora. Os jovens estão dispostos a correr riscos, a aprender com os erros e a adaptar-se rapidamente à mudança. Esta capacidade de enfrentar desafios é essencial para o empreendedorismo e tem levado muitos jovens a ter sucesso nos seus empreendimentos.
As instituições de ensino e a sociedade devem promover a educação empreendedora desde cedo, para incentivar e apoiar o empreendedorismo nas crianças e adolescentes. Isto inclui a oferta de programas de empreendedorismo nas escolas, o incentivo ao pensamento criativo e inovador e o acesso a mentores e recursos.
O empreendedorismo na educação é uma abordagem crucial para preparar os jovens, visto que terão de enfrentar desafios e oportunidades do mundo contemporâneo. As instituições de ensino podem capacitar os jovens a se tornarem agentes de mudança e empresários de sucesso, ao promoverem competências empreendedoras como o pensamento criativo, a inovação e a adaptação.
Investir na educação empresarial desde cedo e fornecer às novas gerações as ferramentas necessárias para desenvolver competências empresariais prepara-as para enfrentar um futuro incerto e em constante mudança. O empreendedorismo na educação não só promove o sucesso individual dos jovens empresários, como também tem o potencial de impulsionar o crescimento económico, a inovação e o progresso social.
Todos nós devemos apoiar mais os jovens que tentam medir as suas capacidades empresariais aos onze anos.