Empresas Metalúrgicas apresentam prioridades para a década

Imagem de Dmitrii Bardadim por Pixabay

Os desafios para as PME para o próximo quadro comunitário centram-se na transição para a Economia Circular, Ecoeficiência e Digitalização. No seminário promovido pela ANEME – Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas, as PME precisam de centrar-se na capacidade de inovar, melhorando em termos de tecnologia, dinâmicas de investimento, qualificações internas e capacidade de funcionar num mercado global.

“65% a 85% dos recursos do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Económico Regional estão destinados à promoção de uma Europa mais inteligente, graças à inovação, digitalização, transformação económica e apoio às PME, e a uma Europa mais verde, sem emissões de carbono, investindo na transição energética, nas energias renováveis e na luta contra as alterações climáticas” , salientam as conclusões do seminário.

“A transição para a economia circular e a transformação digital são realidades incontornáveis, irreversíveis e em completa aceleração. Esta mudança de paradigma possibilita ganhos de eficiência a diversos níveis, nomeadamente na rentabilidade dos negócios, tornando as empresas mais competitivas. As empresas têm pela frente um desafio em termos de novos investimentos a realizar sem os quais dificilmente poderão aproveitar as novas oportunidades que se avizinham” afirma José de Oliveira Guia, Presidente da ANEME.

As prioridades das políticas públicas de desenvolvimento estão focadas essencialmente na Indústria 4.0, com o financiamento de projetos que visam a inovação de produto e processo organizacional ou de marketing, e no apoio de projetos que permitam a transição da economia linear para uma economia circular, através de eco design, ecoeficiência, eco inovação e simbioses industriais.

Neste sentido a ANEME desenvolveu o projeto Valor Metal – Circularidade, Ecoeficiência, Digitalização e Informação na Metalurgia e Electromecânica que se insere na estratégia de qualificação das empresas do setor para a mudança para a economia circular e digitalização industrial e inovação, na convicção do contributo que estes modelos de desenvolvimento económico aportam à competitividade do setor.

“O Valor Metal está completamente alinhado com as prioridades do próximo quadro comunitário, Portugal 2021-2027, onde claramente se vê uma aposta na Redes de Inovação. É nesse sentido que a ANEME vai continuar a apoiar as PME, suas associadas, para que esta transição seja uma realidade cada vez mais alargada no nosso tecido empresarial nacional,” continua José de Oliveira Guia.

O sector metalúrgico e electromecânico reconhecido como estratégico no contexto industrial, detém, em termos macroeconómicos, uma posição bastante importante, tendo sido responsável, em 2017, segundo dados do INE, por 7,9% do Volume de Negócios, 7,7% do Valor Acrescentado Bruto (VABpm), 11,4% do valor da produção e 5,7% do emprego criado na economia nacional. Em 2018, as exportações de produtos metalúrgicos e electromecânicos, atingiram o valor de 17 248 milhões de euros, correspondendo cerca de 30% do total das exportações nacionais.

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