Espetáculos ao vivo: Otimismo apesar dos riscos

espetáculos ao vivo
Foto de Sebastian Ervi em Pexels

O verão europeu trouxe otimismo aos promotores de eventos e concertos mundiais. Depois das dificuldades dos anos de pandemia, os eventos ao vivo ganharam novo fôlego, porém a escassez de pessoal e os poucos recursos trazem novos riscos e obrigam a planeamento mais cuidadoso para as empresas de espetáculos.

Após o fim dos confinamentos e restrições em resultado da pandemia, organizadores e artistas estão ansiosos por um novo boom no mercado de concertos e festivais. “Estamos assistindo atualmente uma enorme procura por eventos ao vivo”, relata Michael Furtschegger, Diretor Global de Entretenimento da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), “a fome dos fãs por eventos ao vivo é alta e os maiores promotores desse tipo de evento estão alcançando números recordes”.

A temporada de verão muito positiva, no hemisfério norte, é motivo de otimismo para o mercado global, embora o cenário de risco do entretenimento ao vivo também apresente alguns novos desafios para os organizadores.

O setor de entretenimento está a enfrentar escassez de pessoal. De acordo com uma pesquisa da Organização Profissional de Luz e Som (PLASA), quase 70% das empresas inquiridas no final de 2021 relataram a falta de trabalhadores qualificados. Engenheiros, técnicos e trabalhadores de altura em tecnologia de palco, foram os mais procurados.

“A escassez de pessoal pode tornar-se um problema particularmente preocupante quando se trata de pessoal de segurança”, diz Furtschegger. “Em alguns casos, isso pode significar inclusive a não realização de um evento”. Em termos de outras tarefas críticas para a segurança, os organizadores precisam certificar-se de que avaliem corretamente os fornecedores, para garantir que o evento seja realizado de forma profissional.”

concertos aos vivo
Foto de Johannes Havn em Pexels

Além da escassez de pessoal, as restrições nas verbas para os eventos também podem tornar-se um problema para o setor. “À medida que mais apresentações ocorrem – e algumas produções decorrem em paralelo – aumenta a procura por equipamentos de espetáculo, muitas vezes alugados a empresas com recursos limitados. Idealmente, isto requer um planeamento minucioso para a compra de equipamentos”, adianta ainda o responsável pelo setor de entretenimento da seguradora.

“O mesmo se aplica a reparações e peças de reposição”, acrescenta. A escassez global de semicondutores diminuiu e se houver escassez de outros componentes, ou se forem impostas restrições à movimentação de mercadorias para dentro e para fora dos portos devido a confinamentos ou à guerra na Ucrânia, os organizadores terão que aceitar prazos de entrega mais longos e planear mais contingências. Isso também prolonga os tempos de planeamento.

Além disso, há muitos novos festivais que estão surgindo atualmente e exigem uma nova avaliação de risco: “A indústria é inovadora; nos últimos anos temos visto eventos de sucesso em novos locais, como o antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que têm sido utilizados pela primeira vez em eventos ao vivo. Os organizadores de festivais já estabelecidos, como Coachella nos EUA ou o Rock In Rio, estarão relativamente familiarizados com os riscos de seus locais; porém, os espaços novos e não testados, exigem uma avaliação de risco diferente”, diz Furtschegger.

Apesar de alguns desses desafios, a indústria do entretenimento está otimista quanto ao futuro: “Estou confiante de que o setor de eventos de entretenimento ao vivo continuará aquecido como neste verão europeu”, sublinha o responsável da Allianz Global Corporate & Specialty.

A AGCS é uma seguradora corporativa que disponibiliza consultoria de risco para diversas linhas de negócios em seis hubs regionais.

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