OCDE: Portugal lidera crescimento do PIB

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Portugal foi um dos países da OCDE com a maior taxa de crescimento do PIB. No conjunto dos países da OCDE o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu moderadamente no primeiro trimestre de 2023, registando um aumento de 0,4%, ou seja, uma ligeira subida relativamente ao crescimento de 0,2% verificado no trimestre anterior.

O país com a maior taxa de crescimento entre os membros da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE) foi a Polónia onde o PIB recuperou fortemente (aumento de 3,9% no primeiro trimestre de 2023), em comparação com uma contração de 2,3% no quarto trimestre de 2022. Já Portugal manteve a tendência de crescimento alcançando uma subida de 1,6% do PIB no primeiro trimestre de 2023.

A guerra na Ucrânia, afetou significativamente os países do leste europeu, com a Lituânia a sofrer uma forte contração no primeiro trimestre de 2023 (menos 3,0%, em comparação com menos 0,5% no quarto trimestre de 2022). O PIB também contraiu na Hungria, embora a um ritmo mais lento do que no trimestre anterior (menos 0,2% no primeiro trimestre de 2023, contra menos 0,6%). Na Eslováquia manteve-se quase inalterado (0,2%, contra 0,3%).

Entre os outros países da OCDE para os quais existem dados disponíveis, além de Portugal, também registaram as maiores taxas de crescimento do PIB, no primeiro trimestre de 2023, a Colômbia (1,4%), México (1,3%) e Finlândia (1,1%). Em contrapartida o PIB da Irlanda contraiu -2,7%.

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Países do G7 perdem “gás”

Nos países do G7, que geralmente são considerados os “motores da economia”, as taxas de crescimento trimestral foram fracas, com o crescimento do PIB nos três primeiros meses do ano foi de 0,3% no conjunto dos sete.

Analisando por países, individualmente, o crescimento do PIB foi de 0,6% no Canadá, 0,4% no Japão e 0,2% em França. Ainda assim, o crescimento nestes países revela uma tendência positiva, já que no trimestre anterior se tinha mostrado estável.

Em Itália assinala-se também um crescimento (0,5%) depois de ter registado uma contração de -0,1% no trimestre anterior. Na Alemanha a contração de 0,5% registada em finais de 2022 estabilizou no primeiro trimestre deste ano. Já nos EUA, a dinâmica de crescimento registada no quarto trimestre de 2022 (0,6%) foi reduzida para 0,3% nos três primeiros meses de 2023. Finalmente no Reino Unido, a taxa de crescimento do PIB permanece inalterada nos 0,1% relativamente ao último trimestre de 2022.

Vários países do G7 publicaram informações detalhadas sobre os principais fatores por trás das variações do PIB. No Japão, o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2023 foi sustentado por um aumento de 0,7% no mercado interno, mas um novo declínio nas exportações líquidas (exportações menos importações) pesou no crescimento.

Em contraste, em França, as exportações líquidas foram o principal motor do crescimento, refletindo um aumento de 1,1% nas exportações e uma diminuição de 0,6% nas importações. Nos Estados Unidos, a desaceleração do crescimento do PIB refletiu menor investimento em inventário (desestocagem), apesar da aceleração do crescimento do consumo privado (para 0,9% no primeiro trimestre de 2023, de 0,3% no trimestre anterior).

No Reino Unido, a redução dos gastos do governo e o aumento do déficit comercial prejudicaram o crescimento. A Itália e a Alemanha também publicaram análises preliminares: na Itália, o crescimento do PIB foi sustentado por contribuições da demanda interna total e das exportações líquidas, enquanto na Alemanha o investimento e as exportações aumentaram, enquanto o consumo privado e os gastos do governo diminuíram.

Ainda assim, apesar do fraco crescimento trimestral, o PIB na área da OCDE excedeu seu nível pré-pandêmico (4º trimestre de 2019) em 4,5% no primeiro trimestre de 2023. No G7, o PIB superou seu nível pré-pandêmico em 3,2%, embora no Reino Unido e na Alemanha o PIB tenha permanecido abaixo de seu nível pré-pandêmico. Nos restantes países da OCDE, o PIB ficou acima dos níveis do quarto trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre de 2023 em todos os países para os quais há dados disponíveis, exceto Espanha e República Checa.

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