Os riscos e as vitórias de reinventar as marcas

Como a mudança de marca pode impuslionar o seu negócio
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Num mundo cada vez mais globalizado, com mudanças drásticas a cada segundo e com uma concorrência que pode vir dos cinco continentes, é imperioso conseguir encontrar inovações competitivas dentro das empresas e respetivos produtos e serviços.

Os colaboradores têm de ser os primeiros a estar disponíveis para essa mudança, sem medo de arriscar, sabendo, também, que há riscos nessa mudança.

Durante a história, várias marcas já demonstraram que a mudança lhes fez bem e lhes trouxe um novo fôlego, com algumas delas a conquistarem os seus mercados. De outra forma, se não o fizessem, talvez não conseguissem.

A aversão à mudança é-nos intrínseca por natureza. Ainda mais quando se trata da mudança numa empresa que pode ir do nome à imagem, passando por um novo core business ou até mesmo revolucionando todo o processo e produtos.

Os clientes, esses, irão sempre acompanhar com algum ceticismo estas alterações, mas pode também servir como uma boa prática de RP, a fim de ganhar notoriedade e demonstrar a sua vitalidade nesse passo ousado, mesmo que ele seja dado para fora da zona de conforto e no meio do desconhecido.

Assim, para que possamos acreditar na mudança e sermos resilientes durante essa mudança, aqui ficam alguns exemplos a considerar:

Xerox: no Brasil não há fotocópias

A Xerox começou por ser fabricante de papéis fotográficos. No início do séc. XX, a empresa tinha o nome de Haloid Photograpgic Company. O nome demonstrava o mercado que a empresa queria abordar. No entanto, foi preciso esperar pelo fim da década de 50 para se ver a primeira grande alteração: criaram a Xerox 914, a sua primeira fotocopiadora, que pesava “apenas” 300kg. Foi, assim, um tremendo sucesso no mercado. Depois disso, mudaram o nome para Xerox Company, que se mantém até hoje.

A Xerox, que em países como o Brasil substituiu a palavra fotocópia de tão forte que se tornou a marca, esteve também à deriva, quando criou computadores pessoais como o Xerox Alto, mas não teve receio de arriscar de se tornar o colosso tecnológico reconhecido mundialmente.

3M: como extrair minério com fita adesiva

A empresa foi fundada em Minnesota por cinco empresários no início do séc. XX. O objetivo era simples: explorar minério. O negócio parecia promissor com o crescimento da indústria americana. No entanto, depois de sucessivas tentativas e investimentos, as minas não trouxeram os resultados previstos. A empresa, então denominada Minnesota Minning and Manufacturing Company, mudou tudo. A localização, o nome e o mercado, atraindo novos investidores e tentando a sua sorte no desconhecido.

A 3M começou então a vender lixas de papel e derivados, tendo sempre apostado na investigação e desenvolvimento, aperfeiçoando-as e melhorando a sua vertente comercial. Foi ao cliente final em vez de passar por intermediários. As inovações tecnológicas e o recurso ao marketing trouxeram um crescimento explosivo, com venda de ações e construção massiva de laboratórios. A partir daí, foi o efeito bola de neve a funcionar.

Da criação da famosa scotch tape à fita de dupla face, passando pelos post its e diversos apliques em vários mercados, fez da 3M uma empresa de renome a nível mundial e com um portfólio de centenas de produtos e patentes, que se tem vindo a diversificar cada vez mais.

Nintendo: dos cartões à realidade virtual

Desde 1889 no mercado, a empresa criada por Yamauchi tinha sido pensada para estar no mundo dos jogos, mas não da tecnologia. Longe disso.

Começou por produzir cartões do Hanafuda (ou cartas de flores em tradução livre), sendo um baralho japonês utilizado em diversos tipos de jogos. Apesar de ser um negócio relativamente lucrativo, a Nintendo aventurou-se ao tentar criar motéis que pudessem ser adquiridos em franchising, e até uma rede de táxis, por exemplo. Os negócios não iam correndo bem e a empresa passou por uma fase bastante negra.

Enquanto Portugal celebrava o fim da ditadura do ‘Estado Novo’, em 1974, a empresa Japonesa obteve os direitos para a distribuição da consola Odyssey 100, da Magnavox, um dos aparelhos pioneiros em termos de consolas. A partir daí, o foco da empresa mudou completamente e esta dedicou-se a criar produtos nostálgicos para os fãs: Nintendo 64, Super Nintendo, Game Boy entre tantos outros que fizeram as delícias dos apreciadores de jogos. Com o Super Mario e Donkey Kong, por exemplo, a empresa completou o ramalhete e juntou as suas consolas aos videojogos, tornando-se uma das líderes mundiais que não tem parado de criar e inovar.

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Jorge Andrês Correia
Apaixonado pela idiossincrasia da comunicação, trabalha na área de marketing e é árbitro federado. Com passagens por Espanha e República Checa, é em Portugal que se sente bem, fazendo da escrita e da leitura hobbies indispensáveis para a sua felicidade plena.

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