Pesquisa Europeia: Saúde deverá ser o foco do fundo de recuperação da UE

Foto de Brian McGowan no Unsplash

Inquérito do Vodafone Institute a 15.000 cidadãos europeus revela que 80% têm conhecimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da União Europeia. No caso dos portugueses inquiridos, 85% dos portugueses consideram que esta iniciativa da UE é uma medida eficaz para ajudar os países europeus a recuperarem da atual crise.

Os resultados globais do inquérito Digitising Europe Pulse, encomendado pelo think thank Vodafone Institute for Society and Communications e realizado pela Kantar, mostra que 80% dos cidadãos europeus já ouviram falar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da União Europeia. Os países do Sul da Europa, tais como Grécia, Portugal e Itália posicionam-se acima dos 90%. Contudo, em Portugal, entre os portugueses que conhecem o Plano apenas 25% estão totalmente informados, enquanto 65% já “ouviram falar” mas não sabem os detalhes.

A grande maioria dos cidadãos europeus acredita que o plano deve apoiar com maior urgência o setor da saúde (92%), criar oportunidades para pequenas empresas (88%) e gerar novos empregos (86%). Também neste grupo de respostas os dados nacionais superam a média europeia, com 96% dos portugueses a referirem que gostariam que o Plano priorize a saúde. Portugal está, aliás, no top 3 dos 15 países que destacam o setor da saúde, a par com a Roménia e atrás da Grécia.

Os cidadãos portugueses também esperam que as verbas europeias sirvam para apoiar as pequenas empresas (94%), chegando a liderar o ranking dos inquiridos europeus para quem este impacto é considerado “muito importante” (68%).

Esta posição de destaque verifica-se igualmente na criação de novos postos de trabalho e na preservação dos atuais. Em Portugal, tal como na Roménia, 95% dos cidadãos inquiridos espera que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) possa suportar novas oportunidades de emprego, um indicador em linha com os 94% que pretendem a salvaguarda do mercado laboral atual e o mais elevado entre os 15 países inquiridos.

O estudo da Vodafone também analisou os investimentos no digital (81%), nos serviços públicos digitais (86%) e no acesso à Internet de banda larga (75%), considerados aspetos importantes para a recuperação do País.

Imagem de Jeyaratnam Caniceus por Pixabay

Apesar do alinhamento entre a Comissão Europeia e os cidadãos, os inquiridos continuam céticos quanto à execução do apoio. Um em cada três europeus mostra-se cético quanto às verbas chegarem às áreas prometidas, acreditando que acabará por ser desviado para resgates da indústria, programas de licenciamento e de concorrência empresarial.

Os cidadãos da Alemanha, Grécia, Hungria e Reino Unido são os mais céticos. Três quartos dos europeus acham que os fundos de recuperação devem ser vinculados a certas condições: 40% votam em circunstâncias estritas, enquanto 35% defendem outras mais flexíveis. Em Portugal, este indicador sobe para 91%, dos quais mais de metade (52%) defendem requisitos apertados.

“O inquérito Digitising Europe Pulse é elucidativo das prioridades defendidas pelos cidadãos europeus no atual contexto de crise que atravessamos” refere Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal. “Uma intervenção alinhada com as prioridades identificadas pelos cidadãos permitirá não só o regresso ao ponto de partida do período pré-Covid, como sobretudo contribuir para uma trajetória futura de preparação e adaptação da economia e da sociedade à acelerada transformação digital impulsionada pela pandemia”.

A pesquisa foi realizada pela Kantar, para o Vodafine Institute for Society and Communications, junto de mais de 15.000 cidadãos em 15 países europeus: República Checa, Estónia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia e Reino Unido. A amostra inclui, pelo menos, mil entrevistas online por País (no total 15.008 entrevistas). Esta pesquisa foi realizada entre os dias 07.12.2020 e 18.12.2020.

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