Procura financiamento? Conheça os cinco passos para um pitch bem-sucedido

Foto de rawpixel.com no Freepik

No mundo das startups, o pitching é uma “arte” e uma “ciência”. Para uma startup se destacar entre as centenas de empresas que estão a ser avaliadas pelos investidores, a chave pode estar em elaborar uma história convincente que comunique claramente a proposta de valor e a oportunidade de investimento, tendo necessariamente de ser suportada por dados.

Para apoiar as startups portuguesas na sua primeira experiência de financiamento, a Bynd Venture Capital, sociedade gestora de capital de risco Ibérica, explicou aos leitores do Empreendedor os elementos essenciais para elaborar um pitch de sucesso:

Apresentação da equipa

As primeiras reuniões com investidores devem sempre contar com o fundador e CEO e, no caso de projetos mais tecnicamente mais complexos, com elementos da equipa de produto, que são, habitualmente, quem consegue comunicar a visão da empresa e conhece a solução em profundidade. Já no momento do pitch, é essencial cobrir o histórico da equipa de gestão, experiência relevante na indústria, principais competências técnicas e de gestão de empresas, assim como o tempo em que trabalham juntos, o número de trabalhadores a tempo inteiro e onde estão localizados.

Foto de katemangostar no Freepik

Identificação do problema a endereçar e apresentação da solução

Os investidores precisam de entender a pertinência e dimensão do problema que a empresa se propõe a resolver para avaliar plenamente o potencial da solução. Para isso, é fundamental explicar, de forma clara, concisa e cativante, como é que a startup aborda diretamente os problemas identificados, quais são os recursos ou benefícios exclusivos do produto/serviço e, se existirem, estudos de caso que demonstrem a eficácia da solução.

Tração e finanças

Os investidores querem ver que o negócio já progrediu e que o produto/serviço foi validado pelo mercado. Para mostrar a tração, é necessário endereçar os principais objetivos alcançados (por exemplo, desenvolvimento de produto, teste beta, entre outros); histórias de sucesso; e o reconhecimento da indústria. Além disso, devem-se apresentar as finanças do negócio para dar aos investidores uma visão clara do potencial retorno do investimento. Essas projeções devem incluir previsões de receita e as premissas usadas para as calcular; análise de cenário e sazonalidade (se aplicável); margens de lucro e projeções de lucratividade; e as principais métricas de negócio.

Oportunidade de mercado

Para mostrar o potencial impacto da solução, é preciso demonstrar, através de estatísticas e dados concretos, o tamanho do seu mercado-alvo (total e a parte que pode projetam poder ser alcançada pelo serviço/produto); o potencial de crescimento anual; o cenário competitivo e a matriz de competitividade (sendo importante que os fundadores aprendam com outras empresas que estão a tentar resolver o mesmo problema, identificando o seu ângulo e solução).

Foto de cookie_studio no Freepik

Dados da ronda e plano de investimento

No pitch, é preciso incluir o montante a ser angariado na ronda de investimento e a valorização ambicionada. Também se podem mencionar outros investidores que já estão a bordo, quanto já está em hard e soft-commitments e quanto já foi angariado. É ainda útil abordar no que será aplicado capital e apresentar a composição de custos para mostrar que os fundadores estão cientes do percurso percorrido e a percorrer.

Antes de terminar a reunião, é importante alinhar os próximos passos no processo de análise e definir timings. A startup deve ainda mostrar disponibilidade para apresentar os investidores a referências que possam dar credibilidade ao projeto e validar o que foi apresentado no pitch.

As dicas de pitchcraft são baseadas na experiência de mais de uma década da equipa da Bynd VC, que gere três fundos e conta com mais de 35 investimentos ativos na sua carteira, consolidando-se como um dos investidores de capital de risco mais ativos a nível ibérico. A Bynd investe em startups em early-stage, com uma base tecnológica forte, nas áreas de digital, bens de consumo, sustentabilidade e blockchain e com uma conexão com o mercado ibérico.

A Bynd Venture Capital, foi fundada em 2010 como um grupo de business angels e evoluiu para uma sociedade de gestão de capital de risco, em 2015. Com um track record relevante e uma equipa experiente e profissionalizada neste setor, a Bynd Venture Capital investe maioritariamente investe em startups nas fases seed e early-stage que tenham uma relação direta com Portugal e/ou Espanha, quer seja por via dos fundadores ou investidores, pela presença das equipas, do centro tecnológico ou outra.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui

4 × 3 =