Que tendências de negócio deve ter em conta em 2019?

Tendências para 2019
Foto: Pixabay

Apesar de ter origens alentejanas e de os alentejanos não serem reconhecidos como as pessoas mais otimistas, acredito que 2019 vai ser um ano cheio de oportunidades.

Não quero dizer que tudo vai bem no mundo das empresas – porque não vai, de todo – mas sente-se um clima de vontade em agitar o status quo, e isso é meio caminho para a mudança.

Cedo aprendi que quando um projeto é bom, o cliente reconhece a bondade e mais-valia do mesmo, e o orçamento para a sua execução aparece. Portanto trata-se de um problema do vendedor ter o produto/serviço correto e da sua arte para o vender.

O que acima refiro é valido para todas as áreas de atividade, mesmo sabendo que há áreas mais “quentes” do que outras. Estou a falar do clima empresarial e da vontade de os empresários fazerem mais e melhor em prol de terem as suas empresas sustentáveis. Investir e inovar são drivers fundamentais para esse objetivo.

É importante lembrar que não podemos criar os nossos negócios porque gostamos deles. Claro que é importante que os nossos negócios nos deem prazer, mas temos de os criar porque existem clientes!

Para os que procuram enveredar pelo empreendedorismo, deixo algumas tendências que podem ter em consideração.

Segundo especialistas, estas tendências de mercado oferecem oportunidades valiosas para quem tem a visão e capacidade de analisar o que deu certo no passado e o que se mostra promissor para o futuro.

Afinal, como Ray Kroc, antigo dono do McDonald’s, disse certa vez: “Para ter sucesso, é preciso ser ousado, ser o primeiro e ser diferente”, mas também é preciso ter a certeza que está a correr na direcção certa.

Eis então algumas atividades a ter em consideração para quem agora chega ao empreendedorismo:

‘Software as a Service’ – Software como Serviço

Reconhecido pela sigla SaaS, é uma tendência que surgiu com muita força nos últimos anos e deve estabelecer-se ainda mais como um forte nicho de mercado em 2019. Resumidamente, trata-se da comercialização de software acoplado aos serviços oferecidos por uma empresa.

Existem diversas possibilidades de investimentos no setor, como a automação de processos, aplicativos para dispositivos móveis, gestão documental e desenvolvimento de novos modelos de negócios.

Aplicações e Tecnologia Disruptiva

Disrupção poderia ser classificada como o ato de romper uma cadeia. Quando falamos sobre a tecnologia disruptiva, tratamos da quebra de padrões tecnológicos.

No ambiente de constante melhoria tecnológica, como o atual, é muito comum que pensemos que a progressão linear é o único caminho a ser seguido, mas transformar e modificar completamente os modelos de negócio, num movimento que não segue a melhoria gradual, parece ser a tendência do momento. É uma área crucial para startups que quebram modelos tradicionais de negócios e relacionamento com clientes.

Trabalhar e gerir equipas remotamente

Hoje, muito se fala sobre os novos modelos de gestão de equipas. O home office é uma tendência porque apresenta diversos benefícios, tanto para as empresas, como para os colaboradores.

Trabalhar de casa é o sonho de muitas pessoas, o que pode ser alcançado sem maiores problemas diante das condições tecnológicas atuais. É possível também para recursos humanos que são essencialmente avaliados não pelo tempo, mas pela produção, criatividade e alcance de objetivos, muito comum na geração millennial.

Não interessa sair na frente, interessa correr na direção certa!

A Internet das Coisas

Traduzido de Internet of Things, a Internet das Coisas ajuda a desenvolver soluções para ajudar os consumidores a tirarem maior partido do alcance da Internet do seu dia-a-dia.

O conceito é fácil de compreender: trata-se da inserção da web em todos os objetos que nos rodeiam no quotidiano. Por exemplo, quando tiramos uma fotografia, esta pode ser transmitida para o nosso repositório digital na Cloud. Outro exemplo são os serviços de home banking e desligar as luzes da casa, programar o ar condicionado, controlar a televisão, fazer compras online, etecetera.

Serviços de Automação

Não há dúvida de que a automação de processos se tornou um dos principais objetos de estudo de grandes empresas de tecnologia em todo o mundo. Substituir pessoas por máquinas com capacidade de aprendizagem (robotic process automation – RPA – e inteligência artificial – AI) em tarefas rotineiras sem valor acrescentado é mais uma tendência a ter em consideração.

Processos automatizados geram economia de tempo e recursos, elevando a um novo patamar a produtividade das empresas. No marketing, por exemplo, já são muitas as ferramentas utilizadas.

acredito que 2019 vai ser um ano cheio de oportunidades, porque sente-se um clima de vontade em agitar o status quo, e isso é meio caminho para a mudança

Cibersegurança

Uma outra vertente em crescimento que deve expandir-se em 2019 é o mercado de segurança digital.

Não se trata de um mercado fácil para startups com os grandes players em destaque, mas existem oportunidades como o novo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), na União Europeia.

Eventos ao Vivo

Tendência desde 2017, a organização de eventos ao vivo deve afirmar-se como uma das maiores fontes de tráfego e consumo de dados em 2019.

Hoje, mais do que uma fotografia, o que todos queremos é vídeo, de preferência em direto. Nesse sentido, não é à toa que as transmissões ao vivo ganharam muito espaço em plataformas sociais. Nesse cenário, crescem também outros eventos digitais de streaming, como as transmissões por meio do YouTube, webinars e palestras.

Realidade Virtual

Ao analisar as possibilidades de negócios, é importante pensar em todos os setores da economia que podem se beneficiar da realidade virtual.

Mais uma vez os grandes players, como a Microsoft e a IBM, estão a ditar o caminho, mas há aqui espaço para soluções de nicho. É inegável que a realidade virtual terá uma participação muito mais ativa no ano de 2019.

Ao analisar as possibilidades de negócios, é importante pensar em todos os setores da economia que podem beneficiar da realidade virtual.

Conclusão:

Ser empresário é, na minha opinião, a profissão mais desafiante dos tempos atuais. É desafiante para quem o faz há 10 ou 20 anos, mas também para quem agora quer arriscar e montar o seu negócio. Não quero com isto retirar valor a médicos ou professores, profissões de elevado mérito e carregadas de uma vertente altruísta sem igual, mas a verdade é que gerar riqueza, criar postos de trabalho, investir nas pessoas é de elevadíssima responsabilidade.

O empresário vive tempos conturbados, são os tempos das fake news, das redes sociais, das constantes alterações fiscais e legais, mas também da transformação de todos os negócios que fazem das palavras “digital” e “negócio” sinónimos.

Não interessa sair na frente, interessa correr na direção certa!

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