Estudo Revela que Apenas 24% das Empresas têm Estratégias de Conservação da Biodiversidade

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O estudo do Research Institute da Capgemini, intitulado “Preserving the fabric of life: Why biodiversity loss is as urgent as climate change” (Preservando o Tecido da Vida: Por que a perda de biodiversidade é tão urgente quanto as mudanças climáticas), revelou que apenas 24% das empresas em todo o mundo têm uma estratégia de conservação da biodiversidade. Embora haja ferramentas disponíveis para combater a perda de biodiversidade, como avaliações de impacto, inteligência artificial (IA) e biologia sintética, as empresas investem menos de 5% do valor necessário para conservar a biodiversidade.

O estudo descobriu que, embora 90% dos executivos reconheçam a importância da biodiversidade para o planeta, a preservação da biodiversidade não é uma prioridade para as suas empresas. Em vez disso, a maioria das empresas concentra os seus esforços no combate às mudanças climáticas. Apenas 16% das empresas avaliaram o impacto da sua cadeia de abastecimento na biodiversidade, e apenas 20% realizaram avaliações de impacto das suas atividades.

Enquanto as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade estão interligadas, a maioria dos executivos vê o combate às mudanças climáticas como uma prioridade, relegando a biodiversidade para um papel secundário. Mais de 50% acreditam que as empresas privadas não devem envolver-se na preservação da biodiversidade e que apenas devem cumprir a legislação ambiental. Essa perceção chega a 78% na Itália e 75% no Japão.

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A maioria dos líderes empresariais não considera a perda de biodiversidade como um risco atual para os seus negócios, mas sim como um risco de médio ou longo prazo. O estudo estima que o investimento atual das empresas na conservação da biodiversidade é inferior a 5% do valor necessário para reverter os danos causados.

Apenas um quarto das empresas desenvolveu estratégias de biodiversidade, com países como Austrália, Alemanha, Canadá e Itália apresentando um progresso mais lento nessa área. Essas estratégias incluem investimentos em práticas de economia circular, estabelecimento de metas científicas e consideração dos impactos da biodiversidade nas decisões de investimento.

Embora os executivos reconheçam a importância da biodiversidade, eles apontam para a complexidade de quantificar e medir o seu impacto como um obstáculo significativo. A falta de parâmetros globais para medir os impactos, ambiguidades na definição de metas e a falta de especialistas em biodiversidade são algumas das razões para essa complexidade.

Segundo Cyril Garcia, do Grupo Capgemini: “É tempo de as empresas passarem à ação, assumirem a liderança e de se anteciparem às futuras exigências legais, especialmente porque já existem muitas soluções e enquadramentos para protegerem a biodiversidade.

Muitas empresas estão a atualizar os seus códigos de conduta de fornecedores para incluir preocupações sobre biodiversidade e estão a investir em cadeias de abastecimento sustentáveis. O setor de bens de consumo é o mais avançado em termos de avaliação do impacto das suas operações na biodiversidade, enquanto o setor público é o mais atrasado nestas metas.

A adoção de práticas de economia circular e tecnologias, como IA, blockchain e sensores, desempenhará um papel fundamental na preservação e recuperação da biodiversidade no futuro. Cerca de 73% dos gestores acreditam que as tecnologias digitais serão cruciais para as iniciativas de biodiversidade de suas empresas, com foco em IA, machine learning, impressão 3D e robótica.

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