Soft Skills ganham importância com a pandemia

Ilustração student keep

Se já antes da pandemia a procura de competências transversais estava a crescer, com a aceleração da digitalização, aumenta a necessidade, por parte das empresas, de atraírem e comprometerem as competências soft que complementam a automatização e lhes conferem uma maior agilidade e resiliência face aos momentos de disrupção.

Segundo o Talent Shortage Survey 2021, do ManpowerGroup, 32% dos empregadores portugueses definem a Responsabilidade e a Disciplina como a competência em maior escassez, em linha com o resultado europeu (34%). Seguem-se a capacidade de Liderança e de Influência Social, mas também a Colaboração e o Trabalho em Equipa, ambas priorizadas por 26% dos recrutadores nacionais.

24% dos empregadores nacionais define ainda a Resiliência, Tolerância ao Stress e Adaptabilidade como competências em falta, seguidas do Raciocínio e Resolução de problemas (21%). Competências como Pensamento Crítico e a Capacidade de Decisão foram a escolha de 19% dos empregadores. Por fim, 15% e 14% das empresas identificam a Aprendizagem Contínua e a Curiosidade, mas também a Criatividade e Originalidade, respetivamente, como as competências mais desafiantes de encontrar nos seus candidatos.

É nas organizações de menor dimensão que a escassez de talento é mais sentida, com 67% das Microempresas e 69% das Pequenas empresas a declarar ter dificuldade em recrutar. A situação é ligeiramente atenuada no caso das Médias e das Grandes empresas, muito embora mais de metade destes empregadores – 52% e 58%, respetivamente – declarem também ter dificuldades em aceder ao talento que necessitam.

Inversamente, a nível global, a escassez de talento é sentida de forma mais acentuada nas Grandes empresas. 74% dos empregadores com mais de 250 de colaboradores identifica dificuldades em contratar, à semelhança de 72% das Médias empresas.

A escassez de talento é especialmente sentida no continente europeu. Em França, 88% dos empregadores revelam dificuldade em contratar, seguidos da Roménia, com 86%, e da Itália, com 85%. No polo oposto estão a China, Estados Unidos da América, Índia e África do Sul, países onde apenas 28%, 32%, 43% e 46% das empresas assumem a tarefa de adquirir as competências que procuram nos candidatos como um obstáculo.

O estudo Talent Shortage foi realizado a partir de 42.000 entrevistas a empregadores em todo o mundo.

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