Empresas Portuguesas Carecem de Ferramentas Tecnológicas para Prevenir a Fraude e Corrupção

Foto de Vecstock em Freepik

Segundo o estudo ‘Corruption & Fraud Survey’ de 2023 da Deloitte, apenas 52% das empresas em Portugal estão equipadas com ferramentas tecnológicas para prevenção de fraude e corrupção. Cerca de um terço destas empresas não possui uma estrutura definida para prevenir tais ocorrências.

O estudo aponta que 37% das empresas percecionam um aumento ligeiro de fraude no mercado empresarial no último ano, enquanto 18% consideram esse aumento como significativo. Além disso, 23% das empresas inquiridas foram alvo de tentativas de fraude ou conduta imprópria no mesmo período, resultando em perda de receitas para 16% delas nos últimos dois anos.

Embora 92% das empresas reconheçam a importância da tecnologia na prevenção de fraude e corrupção, apenas metade delas possui ferramentas específicas para esse propósito. Entre as empresas que as possuem, destacam-se ferramentas especializadas de analytics para deteção de fraude (39%) e ferramentas para background checks (38%) como as mais comuns.

Empresas não dispõem de ferramentas tecnológicas para combater a fraude e a corrupção
Foto de 8photo em Freepik

O estudo identifica ainda que um terço das empresas não tem uma estrutura definida para prevenir corrupção e infrações conexas, sendo que entre as que possuem, código de conduta/ética (65%) e canal de whistleblowing (60%) são os procedimentos mais frequentemente adotados.

Quanto aos principais desafios associados à tecnologia na prevenção de fraude, destacam-se a necessidade de alteração e integração dos sistemas internos existentes (30%) e os custos elevados de software e hardware (26%).

Paulo Fernandes, Partner da Deloitte, destaca a importância de uma abordagem preventiva, detetiva e remediadora no âmbito da corrupção e fraude, visando fortalecer a capacidade das organizações em lidar com tais riscos.

“Com esta edição do Corruption & Fraud Survey, procura-se contribuir para uma maior consciencialização junto do mercado Português sobre a importância de uma abordagem preventiva, detetiva e remediadora. Esperamos que as organizações possam utilizar este estudo para robustecer a sua capacidade de prevenção, deteção e gestão de riscos de corrupção e fraude a que possam estar sujeitas”.

O Deloitte ‘Corruption & Fraud Survey’ de 2023 baseia-se num inquérito a 137 empresas portuguesas, com o objetivo de caracterizar a perceção dos líderes de empresas portuguesas em matérias de corrupção e fraude, à luz das novas tendências nestas temáticas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui

two × five =