Mudança e Coaching

Desde a antiguidade Grega que a mudança tem acompanhado a humanidade. Heráclito de Éfeso (aproximadamente 535 A.C. – 475 A.C.) foi um filósofo pré-socrático considerado o ‘Pai da Dialética’ e autor da célebre frase ‘A única constante é a mudança’. Vários estudos têm-se dedicado a analisar os diferentes tipos de mudança e os seus impactos nas organizações, equipas e pessoas. A relação entre a mudança e o Coaching é caracterizada pela reciprocidade, ou seja, o Coaching é uma metodologia que facilita a mudança eficaz e eficiente, tendo para oferecer como mais-valia a possibilidade de transformação orientada para a acção e resultados.

A mudança está presente nos contextos pessoal, profissional e organizacional, tal como o desejo de evolução, está na base da realização das ações quotidianas. As ações, como parte visível dos comportamentos, encontram-se sustentadas por um conjunto de valores, crenças, convicções e outras estruturas internas que mobilizam as pessoas a deixarem as suas zonas de conforto no presente (estado atual – EA) e a alcançarem a concretização de objetivos no estado desejado – ED num prazo concreto no futuro.

A mudança é uma oportunidade para criar, inovar e arriscar, em vez de ser percecionada como um problema, porque nos incute a necessidade de fazer diferente. A alteração da forma de percecionarmos a mudança condiciona os seus impactos nos diferentes contextos. Assim sendo, é importante termos presentes os diferentes tipos de mudança:

  • Pessoal;
  • Profissional;
  • Organizacional.Dentro da mudança organizacional podemos encontrar vários subtipos:
  • Incremental (acrescentar, somar ou agregar algo);
  • Evolucionária (resolver algum conflito ou dificuldade);
  • Revolucionária (grande revolução e transformação na organização).Estudos recentes sobre a mudança revelam várias conclusões sobre como ela está a ser operacionalizada nas organizações. O relatório Forbes Insights – Making the change: Planning, executing and measuring successful business transformation, realizado a mais de 500 executivos de empresas globais em 2014, demonstra que:

    – 48% dos executivos acredita que a sua empresa está mal preparada ou é completamente incapaz de se transformar de forma célere;n- 51% refere que a liderança e a cultura são os factores mais críticos para o sucesso do processo transformacional;n- O peso das restantes dimensões, como estratégia, processos e sistemas, varia ao longo do processo. A estratégia tem um papel mais relevante no início, na fase de implementação o enfoque muda para as estruturas, processos e sistemas.

    A consultora Roland Berger no estudo Mastering the Transformation Journey, de 2015, refere que 70% dos processos de transformação falham ou atingem apenas parcialmente os seus objetivos.

    Perante os dados enunciados anteriormente, surge a seguinte pergunta:

    Será que só as organizações se confrontam com a mudança?

    Não, pessoas e equipas são diariamente desafiadas para mudarem. Esse imperativo interno ou externo aparenta ser simples, mas entre querer mudar e concretizar mudanças existem várias resistências que limitam o sucesso desse processo de transformação pessoal, profissional ou organizacional.

    Ao analisar a mudança, verificamos que todos já nos confrontámos com essa necessidade, talvez esteja a passar por um destes processos de transformação ou conheça alguém, um familiar, um amigo, um colega.

    Quais as causas de resistência à mudança?

  • Estabilidade;
  • Previsibilidade;
  • Conforto;
  • Segurança;
  • Controlo;
  • Confiança.Como efetuar uma gestão da mudança?

    O Coaching facilita a gestão da mudança por ser o método mais eficaz para facilitar a exploração de recursos internos e externos de pessoas, equipas e organizações. O coaching auxilia a tomada de consciência de objetivos, competências, habilidades, qualidades, talentos, valores, crenças e convicções.

    Em termos metafóricos, o coaching é como a nave espacial que transporta o cliente/coachee (astronauta) do planeta A para o planeta B, mas é o coachee que determina o que deseja atingir com essa viagem (objetivo), para quê realizá-la (valores), como vai ultrapassar as dificuldades ao longo da mesma (crenças limitantes) e o trajeto que vai escolher para ter sucesso nessa missão (plano de acção).

    Pessoas, equipas e organizações podem ser quem querem ser, todas têm um potencial infinito de possibilidades, para tal basta ter a ferramenta adequada para identificarem esses recursos e alcançarem resultados. O coaching permite-lhes foco nos objetivos e alcançarem metas para que construam histórias de sucesso.

    Acredito que o Coaching pessoal (de vida), equipas ou negócios é o processo adequado para ajudar startups, empreendedores e empresários a mudarem de forma eficaz e eficiente.

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