Profissionais de vendas otimistas com a retoma da economia em 2021

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A Pipedrive, plataforma de CRM para equipas de vendas e marketing, realizou um estudo sobre o mercado de vendas. A pesquisa incidiu junto de profissionais de origem inglesa, alemã, portuguesa e espanhola, para avaliar o impacto da pandemia neste setor económico.

Apesar das dificuldades sentidas em 2020, os resultados transparecem uma perspetiva positiva, uma vez que a pandemia foi encarada como uma oportunidade para os profissionais demonstrarem o seu potencial. De uma maneira geral, vendedores, gestores de vendas, empresários ou outros profissionais diretamente ligados às vendas dizem-se satisfeitos no trabalho (49%) e 39% sublinham que isso reflete-se no aumento do seu sucesso, bem como na crença positiva de que as vendas poderão contribuir largamente para a recuperação da economia em 2021.

Há um ano, quando a pandemia começou, o relatório global sobre Mercado de Vendas 2019-2020 da Pipedrive ecoava as dificuldades do sector que se refletiam por todo o globo, com mais de dois terços (70%) dos profissionais a sentirem-se desvalorizados e em risco de burnout.

Os dados mais recentes mostram que quase dois terços (63%) dos inquiridos trabalham mais de 40% além do seu horário semanal e 35% referem trabalhar regularmente aos fins-de-semana. Os profissionais espanhóis lideram a tabela (36%) nesta categoria, sendo seguidos pelos portugueses (20%), com a grande diferença de que os portugueses afirmam ser compensados pelas horas extra (24%), em contraste com apenas 8% de Espanha.

Apesar deste cenário, os profissionais portugueses e espanhóis são os mais orgulhosos da sua profissão, como também os mais ambiciosos no que toca a cargos de gestão e empreendedorismo. Os profissionais de origem espanhola são os que mais aspiram a um cargo de gestão de vendas (69%), seguidos por 63% dos entrevistados portugueses.

Já no que diz respeito a ter o seu próprio negócio, ambas nacionalidades partilham a ambição (75%), face às percentagens mais baixas dos participantes ingleses (59%) e alemães (36%).

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De um modo geral, após a turbulência inicial gerada pela pandemia global, 2020 revelou-se um ano de oportunidades para os profissionais de vendas. 81% dos inquiridos afirmaram que esperam um aumento nas suas vendas em 2021, acreditando igualmente que o sector será um catalisador para a economia. Praticamente a totalidade (92%) admitiu sentir que o seu papel terá um impacto positivo na economia do presente ano, e mais de três quartos acredita que as vendas serão importantes (24%) ou muito importantes (54%) para a recuperação da economia.

De acordo com o relatório sobre o Mercado de Vendas 2020-2021 da Pipedrive, os profissionais portugueses são, face à média, menos propensos (13%) a terem desenvolvido a suas capacidades no trabalho, com a maioria (mais 11% que a média) a referir ter adquirido as mesmas principalmente através de formações.

Tendo em conta que os portugueses estão entre os profissionais mais orgulhosos e ambiciosos, a formação informal poderá não ser suficiente para os seus padrões e objetivos próprios. Além de adotarem uma abordagem multidimensional face ao seu desenvolvimento de capacidades, os participantes portugueses estão 8% mais predispostos do que a média a melhorar regularmente as suas soft skills, com 96% a afirmá-lo.

Ainda assim, o relatório indica que os profissionais de venda compreendem a importância das soft skills na sua profissão, com 88% a admitir trabalhar de forma regular nas mesmas. Os participantes que o referiram são 11% mais propensos a atingir sempre ou quase sempre a sua quota de venda, face aos que não trabalham nas suas soft skills.

 Trabalhar a partir de casa afetou a indústria

Sem surpresas, seis em cada 10 (60%) profissionais de vendas afirmaram que o seu local de trabalho habitual mudou durante o último ano, indicando a sua casa como o sítio onde passam a maior parte do tempo (41%). Curiosamente, os participantes portugueses foram os mais afetados no que toca à mudança do seu local de trabalho habitual (64%), e estão entre os que menos trabalham a partir de casa (30%). Ao que tudo indica, os portugueses ainda vão para o escritório, mas em vez de trabalharem num open-space, trabalham agora num espaço individual.

Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay

É interessante destacar que, apesar de a maioria dos profissionais ter lidado bem com a mudança, existe uma ligeira diferença entre aqueles que trabalham a partir de casa e os que adotaram outros espaços no que toca ao sucesso. A semana laboral também se estendeu para os profissionais que estão em casa, com uma grande parte deste grupo a admitir trabalhar aos fins-de-semana. Embora, de uma forma geral, as pessoas que estão a trabalhar de casa estejam a fazê-lo por menos horas.

“A pandemia teve um impacto profundo na forma como percecionamos o trabalho, tendo igualmente aumentado o risco de stress e burnout neste contexto. É interessante observar que a maioria dos profissionais de vendas, que tendem a trabalhar mais horas e fins-de-semana, adaptaram-se à nova realidade relativamente bem e sentem-se otimistas,” refere Jeff Heckler, Global Head of Customer Success na Pipedrive. “As vendas sempre foram um setor desafiante para se trabalhar – mesmo antes da pandemia. Não se trata apenas das capacidades de venda, é uma mistura de experiência, conhecimento, capacidade de resolução de problemas, empatia, e comunicação. É muito provável que a vasta experiência e conjunto de competências em diferentes áreas tenham ajudado os profissionais de vendas a lidar com este novo cenário de forma mais rápida e ágil.”

estudo global sobre o Mercado de Vendas 2020-2021 contou com mais de 1.700 participantes. A amostra incluiu vendedores, gestores de vendas, empresários ou outros papéis diretamente ligados às vendas. O inquérito foi realizado entre 20 de novembro e 28 de dezembro de 2020.

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