Normalidade de trabalho em escritório só ocorrerá dentro de 12 a 18 meses

Imagem de Rolf Hassel por Pixabay

Estudo “Future of Work” revela que 82% dos gestores de TI prevê, em média, que a normalidade de trabalho em escritório só ocorrerá dentro de 12 a 18 meses. A pesquisa realizada pela Xerox a 600 líderes de TI da Europa e América do Norte, incidiu sobre os desafios e prioridades para o pós-COVID-19 para garantir um ambiente de trabalho flexível.

Ainda que as políticas de teletrabalho tenham vindo para ficar, as empresas planeiam voltar a ter a maioria dos colaboradores no escritório, com 33% dos entrevistados a afirmarem que antes da imposição do trabalho em casa, a segurança e a privacidade da rede/dados eram a maior preocupação para implementação de trabalho remoto, enquanto 24% consideravam que a produtividade dos colaboradores era o que mais os preocupava.

Essas preocupações, juntamente com a crença de 95% dos entrevistados de que a comunicação pessoal é importante para o desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento de talentos, são argumentos para a generalidade dos entrevistados acreditar que o trabalho remoto generalizado não substituirá o trabalho realizado no local de trabalho mais tradicional.

A passagem repentina para teletrabalho revelou lacunas tecnológicas

“Embora não haja dúvida de que a pandemia do COVID-19 mudou a forma como trabalhamos, a nossa pesquisa descobriu que, com o tempo, muitas empresas pretendem ter a maioria dos colaboradores de volta ao ambiente de escritório. Isto porque consideram que existem vários benefícios, incluindo a melhoria da comunicação e maior velocidade na tomada de decisões.”, afirma José Esfola, Diretor Geral da Xerox Portugal.

A passagem repentina para teletrabalho, a que a maioria das empresas foram obrigadas, revelou lacunas tecnológicas, com apenas 28% a confirmarem que estavam totalmente preparadas e 29% a indicar que a tecnologia foi ou ainda é o seu maior desafio.

No entanto, agora que as empresas estão mais à vontade para encarar o trabalho remoto, as atitudes e políticas dos decisores de TI estão a mudar, com 58% a planear mudar as políticas de teletrabalho e programando desde já a necessidade de apoiarem uma força de trabalho híbrida (num misto de teletrabalho e de trabalho no escritório).

Assim, não é de todo surpreendente que na preparação para o regresso ao local de trabalho tradicional, as empresas estejam a investir em novos recursos e ferramentas para suportar uma força de trabalho que passará a ser híbrida e que estará num misto de trabalho remoto e no escritório.

Os dados recolhidos apontam para um reforço de 56% nos orçamentos de tecnologia como resultado da situação causada pela Pandemia do COVID-19, com 34% dos decisores de TI a afirmar que estão a desenhar projetos para acelerar a transformação digital das organizações.

O estudo “Future of Work” foi realizado pela empresa de pesquisa independente Vanson Bourne, para a Xerox, e entrevistou durante o mês de maio 600 decisores de TI nos EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha e França, em organizações com pelo menos 500 funcionários.

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