Recursos Humanos: Colaboradores Portugueses Priorizam Equilíbrio e Flexibilidade

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A mais recente edição do estudo Workmonitor da Randstad oferece uma visão abrangente das preferências e prioridades dos colaboradores portugueses. Destacando-se entre as descobertas, 60% dos inquiridos afirmaram que não aceitariam um emprego que comprometesse o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Flexibilidade, equidade e diversidade, além da formação em inteligência artificial (IA), emergem como as vertentes mais valorizadas pelos trabalhadores.

O estudo, realizado com a participação de 27.000 trabalhadores em 34 mercados globais, indica uma mudança significativa nas preferências dos colaboradores. A flexibilidade no trabalho tornou-se uma prioridade, com 42% dos inquiridos expressando insatisfação em relação à falta de flexibilidade para trabalhar a partir de casa. Além disso, 32% afirmam que não aceitariam um emprego em uma empresa que não estivesse alinhada com seus valores em questões sociais e ambientais.

A análise também aborda a evolução das perspetivas em relação à ambição e progressão de carreira. Cerca de 56% dos trabalhadores consideram-se ambiciosos, sendo esse valor ampliado para 69% entre a Geração Z. No entanto, quase metade (47%) não está focada na progressão de carreira tradicional, enquanto 34% não demonstram interesse em assumir funções de liderança.

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Preocupações e Prioridades na Retenção de Talento em Portugal

A pesquisa destaca que os colaboradores portugueses dão prioridade ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (93%), flexibilidade no horário de trabalho (81%) e apoio à saúde mental (83%). Surpreendentemente, esses fatores são considerados mais importantes do que a ambição de construir carreira (70%). Este cenário desafia a noção tradicional de progressão profissional, com a ênfase crescente na qualidade de vida e bem-estar.

Outro ponto relevante é a importância dada ao desenvolvimento de competências, especialmente num contexto onde a inteligência artificial se torna cada vez mais prevalente. Setenta e dois por cento dos colaboradores classificam as oportunidades de formação e desenvolvimento como importantes. Além disso, um terço (29%) consideraria deixar um emprego se não fossem oferecidas oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, com um foco especial na inteligência artificial (IA).

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Colaboradores Portugueses Privilegiam a Qualidade de Vida

Os resultados específicos para Portugal refletem uma atenção particular ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, com 60% dos colaboradores afirmando que não aceitariam um emprego que prejudicasse esse equilíbrio. A satisfação no trabalho, a saúde mental e a vida pessoal são destacadas como prioridades, muitas vezes superando considerações salariais. Os cinco principais elementos relativos ao emprego atual ou futuro para os portugueses incluem equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (97%), salário (96%), apoio à saúde mental (94%), segurança no emprego (93%) e flexibilidade do horário de trabalho, assim como oportunidades de progressão na carreira (88%).

A pesquisa também destaca a crescente importância dada à equidade e diversidade. Trinta e um por cento dos inquiridos afirmam que não aceitariam um emprego se não concordassem com os pontos de vista do empregador, enquanto 37% indicam que não aceitariam um emprego se a organização não estivesse a fazer esforços proativos para melhorar sua diversidade e equidade.

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